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Palavra Solta – cobra na moita

Palavra Solta – cobra na moita

*Rangel Alves da Costa


Pra cobra ruim não tem jeito. Ou ela é logo dizimada ou certamente tudo fará para alcançar o seu calcanhar. Não descansa, não desiste, não se dá vencida enquanto não lançar sua peçonha mortal sobre aquele que está em sua mira. Espera horas, dias, semanas e até meses, até envenenar sua presa. A pessoa parece esquecida, sequer recorda de nada. Vive tranquilo, descuidadamente, sem imaginar o perigo que a ronda. Nada vê, nada sente, nada percebe, mas não há um só passo seu para não estar vigiado. Na moita, no tufo de mato ou mesmo entre gravetos na beira da estrada, a cobra pacientemente espera para dar o bote certeiro. A pessoa caminha, aproxima-se, e mesmo avistando segue adiante. Ora, ela parece morta, inofensiva. Mas nada. De repente e o ataque feroz, voraz, cruel. Conheço uma cobra assim. Mas esta vai morrer por si mesmo. Vai começar mordendo o próprio rabo. E depois já estará envenenada por si mesma. Não é, coisa ruim, coisa peçonhenta?


Escritor
blograngel-sertao.blogspot.com
Rangel Alves da Costa
Enviado por Rangel Alves da Costa em 08/11/2018
Código do texto: T6498134
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Rangel Alves da Costa
Aracaju - Sergipe - Brasil, 55 anos
9341 textos (242372 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 16/11/18 03:17)
Rangel Alves da Costa