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Alguém entende esse tal de amor?

            Se entender, me explique. Mas, antes, leia essas histórias. De preferência, com bastante atenção.
             Eu tenho um amigo que foi casado e se separou. Bom, até aí tudo bem para um mundo tão moderno como o nosso, não é? Hoje ele vive com outra mulher. Quer dizer, ele namorava-a e hoje vive junto, sob o mesmo teto. Atualizando o caso: ele vivia com ela, melhor dizendo. Já se separou porque ele descobriu que ama outra (é, ele ama OUTRA mulher!), que seria a terceira da história.
             Agora, ele largou tudo e vai viver com essa mulher porque um dos seus três filhos é fruto desse relacionamento amoroso. Mesmo assim, ele me disse na semana passada que precisa pedir o divórcio para a primeira mulher, que ainda tem um cantinho reservado no seu coração porque ela é a mãe dos seus outros dois filhos. É mais ou menos isso.
Veja essa outra história.
             Outro amigo era noivo de uma moça que morava numa cidade bem próxima. Eles se viam a cada 15 dias. Depois de certo tempo, ele simplesmente descobriu que nunca gostara dela. Tudo bem. Terminou o noivado. Enquanto isso, o rapaz mantinha um relacionamento com a fulana, que morava perto de sua casa. Mas, como ele mesmo sempre dizia, não era nada sério. E não é que o destino colocou o bendito amor no seu caminho!
             Ele casou-se com a moça (aquela que morava perto de sua casa). No casamento, fez juras eternas de amor na frente de todos. Chorou bastante e tal. Ok. Dois anos depois: tudo acabado. Separação, enfim. O motivo: ele descobriu que amava aquela outra menina (a primeira da história, sabe?) e estava sofrendo porque ficara sabendo que ela havia se casado com um rapazinho que conhecera na faculdade. (Não sei por que, mas me lembrei – como sempre – de Drummond com sua “Quadrilha”).
             Tenho outra história bem interessante.
             Um conhecido (esse não é tão amigo como os outros) namorava uma bela garota. Era fiel – pelo menos no início do relacionamento. Depois que entrou na faculdade descambou de vez. Era festa todos os dias e quase sempre chegava em casa mal sabendo o seu nome. Se ele beijava alguém? Bom, vamos seguir com a história. Nessas baladas ele conheceu uma menina. Apaixonou-se e ficou dividido entre a bela namorada e a lindíssima garota. Conseguiu ficar com as duas sob promessas de amor eterno (por que quem diz que ama sempre jura “amor eterno”, heim?).
             E só para terminar, uma situação que passei recentemente durante conversa pelo telefone com uma amiga.
             - E aí, está namorando?
             - Não. Ainda não estou amando ninguém para isso! – disse brincando, é claro.
             - Amor? Que isso? Amor não existe não!
             Você entendeu algo dessa crônica? Caso tenha entendido, pelo amor de Deus: explique-me!
Vinícius Novaes
Enviado por Vinícius Novaes em 15/09/2007
Reeditado em 13/12/2007
Código do texto: T653479
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Sobre o autor
Vinícius Novaes
São Paulo - São Paulo - Brasil, 34 anos
65 textos (18114 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 13/12/17 18:52)
Vinícius Novaes