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LIVRO PERDIDO.
 
O homem pelo homem.
Varias são as sensações varias são as indecisões.
Vários são os motivos que levam um homem a ser feliz ou não.
Entre certezas e duvidas o tempo vai se esvaindo, a estrada vai se estreitando e o homem vai limitando seus momentos em prol de sua própria existência. O homem depois de constituir sua descendência abdica de um percentual do ar que respira. Quando ele consegue repassar aos seus o sentido pleno da evolução em algum momento ele recupera parte da capacidade volumétrica de oxigênio a que tinha direito antes de se multiplicar, mas é muito comum os seus nunca devolverem sua independência. Continuam dependentes emocionalmente e ou financeiramente aprisionando aquele que lhes deu o tão importante oxigênio.
O homem pelo homem é um anseio antigo de todos nós.
Um dia em algum lugar deste espaço tempo temos que reconquistar nossa independência mental.
Pouquíssimos homens saem as compras para si próprio.
Quase nenhum homem manda no seu próprio guarda roupa.
Sua sapateira é um puxadinho ou sobra de um móvel qualquer.
Seu perfume quase sempre é o que estava em promoção.
Suas cuecas a titulo de constante mudanças de estilo obedecem o critérios de liquidações. Barbeiros, unhas, massagens isso nem pensar, é supérfluo. Mas o homem tem que ser eterno em suas colocações, em suas definições, em seus constantes acertos porque seus erros são severamente criticados. O homem não vale por seus acertos, ele é balizado por seus erros. O homem nasceu com a obrigação de acertar. Me parece que ele veio com a nota máxima e depois que começa a andar só perde pontos.
O homem pelo homem é um fardo descomunal a ser carregado por toda sua vida útil. Sim pois quando se torna alguém improdutivo sua descontinuação é providenciada de alguma maneira. O homem vive menos que a mulher e a pergunta é simples, porque?
A resposta é simples. Para que a Mulher possa vivenciar sonhados dias de liberdade. Se enfartar desta liberdade e ter tempo para se arrepender de ter sido tão austera em certos casos. É claro que existem exceções.
O homem em constantes discussões consigo mesmo sobre os caminhos a serem percorridos em seus conturbados labirintos mentais ele decide terceirizar suas decisões dando poder a outrem de conduzir seus passos. Mas depois que a maturidade insistentemente bate a sua porta o homem tende a se tornar triste e arrependido de ter aberto mão dos seus sonhos em prol de algo que agora já não tem mais tanta importância porque a solidão a cada dia anda um passo em sua direção. Todo homem morre só e os mais tristes são aqueles que não conseguem ter uma solidão sozinho esta sempre rodeado de pessoas que impedem que ele seja só para partir em paz com sua mente.
O homem nasceu só e tem que morrer só.
Esta formatado no subconsciente logico de todo homem não fazer sofrer ninguém. Prefere dar seu ultimo suspiro em uma varanda em uma cadeira de balanço se possível com um velho cão ao seu lado.
Nos labirintos mentais de um homem saudável ele encontra a saída no ultimo suspiro de vida.
Vai o homem e junto vai sua historia pois não se vira uma pagina, se perde um livro.

 
EDSON MILTON RIBEIRO PAES
Enviado por EDSON MILTON RIBEIRO PAES em 20/01/2019
Código do texto: T6555256
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
EDSON MILTON RIBEIRO PAES
São Vicente - São Paulo - Brasil, 66 anos
1716 textos (94407 leituras)
78 e-livros (25167 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 18/07/19 00:06)
EDSON MILTON RIBEIRO PAES