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No triste circo da vida existe sempre um grande “Palhaço”.



Sabe que andei percebendo que a vida é uma grande palhaçada, uma verdadeira palhaçada geral! Vivemos um circo onde do espetáculo fazemos parte, ou melhor, somos os verdadeiros palhaços, mas neste circo as coisas não acontecem como acontecem nos circos que freqüentava quando criança.
Nos circos de minha infância o objetivo de todos era alegrar o público e eu como criança adorava aquilo, os palhaços, e suas brincadeiras, os trapezistas, o homem bala sem contar as guloseimas era uma festa só pura alegria sem barganhas, sem interesses. E nos meus olhos de crianças aquilo era o mundo perfeito onde só reinava a alegria e ao ir para minha casa até sonhava como circo das alegrias verdadeiras.
Mas como dizem os que sabem fazer poesias “o meu universo ficou reduzido a um pobre circo vazio”, onde o palhaço na realidade sou eu, porém neste grande espetáculo as coisas funcionam diferentes. O palhaço já não consegue mais arrancar um sorriso da pessoa que ele mais ama o palhaço já não tem mais alegrias, e as guloseimas deste “grande circo” tem sabor amargo.
O palhaço já não tem mais com quem brincar, está só em sua tenda, o público já foi embora, as alegrias sumiram, e os doces perderam seu sabor.
E o grande palhaço começa a tirar sua fantasia que por tantos anos o acompanhou, tira seus apetrechos, os sapatos que por diversas vezes calçou, sozinho e triste, e ele vai ao espelho para retirar sua maquilagem.
Quando se depara com o espelho fitando a fisionomia se entristece mais ainda por saber que as alegrias de anos cessaram, pois não há mais quem alegrar.
E o tal palhaço com um simples paninho branco lentamente vai limpando se rosto, na primeira passada de pano ele retira suas alegrias e uma lagrima rola por seu rosto é que sua alma está ficando vazia, na segunda vez que o faz ele retira as emoções e um grande aperto ele sente em seu coração e mais uma lagrima rola pelo seu rosto já sem as antigas expressões.
Em seguida passa no rosto o pano pela terceira vez e o entusiasmo some de seu coração e a essa altura o grande palhaço sente uma sensação de morte interna e teme.
E quando pela ultima vez ele leva ao rosto o pano toda sua vida de palhaço vem em seu coração os sonhos, as alegrias, as esperanças e as guloseimas ele chora. Simplesmente chora! Já não existe mais circo ou espetáculo tudo chegou ao fim.
O seu fim é dolorido, pois levaram o melhor de sua alma e de seu coração, vive agora sua sepultura interna e não existe mais uma única alma para ela amar...

E com está grande palhaçada! Enterrasse um palhaço, sem amor, alegrias, entusiasmo, sem nada e sem vida!!!

E sem alegrias e guloseimas o grande palhaço desaparece,



Fábio Beltrame
Beltrame
Enviado por Beltrame em 17/09/2007
Código do texto: T655865
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Sobre o autor
Beltrame
São Paulo - São Paulo - Brasil, 41 anos
46 textos (11132 leituras)
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