MEUS 59 ANOS DE VIDA!

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Aos 59 anos de vida, caminho para me encontrar com a morte, mas sem medo. Esse será o destino de todos os seres vivos que habitam sobre a terra. Nas 11 cirurgias a que fui submetido em Hospitais Manaus e duas vezes em SP, de 2006/2009, quando estabilizei. Em todas sempre vi morte de perto, mas como disse o compositor e cantor Cazuza, em entrevista, ela estava viva! Das cirurgias para tratar de um empiema cerebral a que fui submetido, fiquei com medo de morrer da 7ª para a 8ª porque tinham decorridos menos de 20 dias entre uma e outra e os médicos avisaram que talvez não pegasse anestesia.

Pedi que minha esposa, a Yara Queiroz chamasse o seu irmão, o também advogado da Petrobras e pastor da Congregação NOVA ALIANÇA Rafael de Queiroz Neto, para que comparecesse ao Hospital Prontocord e orasse em minha cabeça. Dormi bem e acordei sem medo!

No dia da cirurgia, sedado, apenas vi luzes fortes brancas que que me ofuscam a vista para qualquer lado que olhasse e os médicos que me operaram comandados pelo Dr. Dante Luís Garcia Rivera pareciam anjos de branco conversando sobre o que deveriam fazer. Queria vê-los também, mas luzes me acompanhavam para qualquer lugar que que tentasse vê-los da maca em que me encontrava..

Ao chegar na CTI para estilizar, perguntei no dia seguinte ao médico que me recebeu, que estava de saída::

-Minha ressuscitação foi difícil? Me deram choques no coração para ressuscitasse? Foi preciso? Espantado com a pergunta comum em UTIs e CTIs, o médico antes de trocar o plantão e sair, me deu a resposta:

- Não foi preciso: O senhor chegou bem e lúcido ao CTI e, no dia seguinte ao ir me visitar no apartamento perguntei novamente ao neurologista Dante Luiz Garcia Rivera se tinham me aplicado choques no coração.

-Das 9 cirurgias que já fiz no senhor, essa foi a mais tranquila. Você adormeceu como se fosse um anjo! Fiquei aliviado, mas me sentia levando choques no coração que talvez fossem efeito da anestesia.

Mas fiquei também em dúvida sobre quem eram os homens de branco que a luz forte me impedia de vê-los. Cegavam-me e me acompanhavam sempre que procurava vê-los em seus rostos!

Seriam meus anjos? Talvez!

carlos da costa
Enviado por carlos da costa em 13/02/2019
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