Capa
Cadastro
Textos
Áudios
Autores
Mural
Escrivaninha
Ajuda
Textos
Texto

Um brinde
 
Hoje até que enfim, depois de tanta correria do mês de janeiro e do carnaval, volto ao meu cotidiano normal. Ultimamente o calor tem sido rígido aqui na região. Levanto tomo o meu café básico, observo e vejo o pé de acerola carregado, então tenho a brilhante ideia de colhê-las. O caminhão que recolhe os lixos, ainda não tinha passado, então pego a sacola de lixo e deposito na lixeira. Naquele momento estava cedo para fazer minha caminhada, pois verificando a Tábua da Maré, a mesma iria abaixar só 11:45 horas, enquanto esperava tratei de varrer a minha calçada.
 As pessoas ficam encucadas por que a minha referência para caminhar é a maré e não a matina. Seria muito bom se eu pudesse conciliar minha caminhada pela matina e com a maré baixa, todavia a verdade não é essa, os ciclos de marés alta e baixa estão sempre alterando. Quando a maré está alta, a areia está fofa sem firmeza e na maré baixa, como ela recolhe muito, o chão da praia fica mais firme, facilitando e muito uma bela caminhada ou corrida, eis aí o motivo por que a minha referência é sempre a maré para fazer minhas caminhadas.
Chegou o horário, agora sim posso caminhar, pego meu chapéu para proteger do sol e lá vou eu desfrutar dos prazeres de uma bela caminhada.
O corpo humano é uma máquina que não foi feita para ficar parada, e quando fico muito tempo sem caminhar, noto o quanto enferrujado ele fica. Se tem algo que fico muito encantado é com o marulhar das ondas, como já referi em outros textos, em certos momentos é como se eu tivesse vendo um grande champanhe sendo aberto, repleto de espumas, é como se o Criador todos os dias fizesse um brinde por sua grande criação. Olhar para o horizonte e ver aquela reta formada pelo mar e o horizonte, é outra situação que me deixa totalmente encantado, não me contive, enquanto ia fazendo minhas averiguações caminhei e corri 12 quilômetros, no fim do percurso resolvo deitar na praia, de braços abertos, mirando a abóbada celeste e ali vou me refrescando com as ondas que vão me alcançando. Que delícia, as maravilhas do Senhor! Ao levantar vejo um agourento, um urubu checando, se por acaso, aquele corpo estendido na praia não seria sua refeição, está amarrado no nome de Jesus, tratei logo de espantá-lo e partir rumo à minha casa.
Depois de tanto tempo, volto a degustar uma jarra cheinha de suco de acerola, no degrau da escada, fico ali apreciando aquele precioso líquido e logo em seguida vou me refrescar na minha amada, idolatrada Feiosinha, cuja alcunha batizei minha ducha, e assim vou caminhando por essa adorável vida.
 

 
Simplesmente Gilson
Enviado por Simplesmente Gilson em 11/03/2019
Código do texto: T6595573
Classificação de conteúdo: seguro

Copyright © 2019. Todos os direitos reservados.
Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor.

Comentários

Sobre o autor
Simplesmente Gilson
Mucuri - Bahia - Brasil, 56 anos
871 textos (50178 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 16/12/19 08:04)
Simplesmente Gilson