Capa
Cadastro
Textos
Áudios
Autores
Mural
Escrivaninha
Ajuda
Textos
Texto

O azar é só meu!

            Se você é supersticioso a ponto de achar que o azar pode ser transmitido através da leitura de uma simples e inofensiva crônica é melhor parar por aqui. Sim, pare por aqui. Pois vou relatar a maré de azar que estou passando, ou melhor, que passei. Acho.
             Já que aceitou a ler, preste bastante a atenção nessa saga.
             Episódio 1 – Na estrada
             Comecei a semana viajando. Na estrada, um caminhão – daqueles bem grandes – me fechou numa curva. Quase fui parar no canteiro central da rodovia. Mas foi só um susto, mas o suficiente para ficar com pena da mãe do caminhoneiro. Tudo bem! À frente, quando parei no pedágio, a mocinha (pouquíssimo simpática, pra variar) me encheu de moedas, que caíram pra fora do carro. Quando desci para apanhá-las, os outros motoristas começaram a buzinar.
             Episódio 2 – O futebol
             Fui dar uma de atleta num jogo de futebol entre amigos. Na primeira disputa de bola levei um empurrão. Fui parar cinco metros pra fora do campo. Resultado: torci o tornozelo e não jogo futebol, pelo menos, nos próximos dois anos (um pouco da lesão e o resto de trauma mesmo).
             Episódio 3 – No bar
             Combinei de ir com um grande amigo ao bar novo que abriu na cidade. Marquei de encontrá-lo às nove horas da noite. Ele chegou atrasado, lá pelas dez e meia. Então, eu fiquei feito um trouxa na esquina ouvindo a música sertaneja do pipoqueiro porque o rádio do meu carro estava estragado. Já no bar, quando estamos no terceiro chope, senti uma dor de barriga daquelas. Resultado: perdi quatro rodadas de chope tentando resolver o meu problema – digamos – é, é... Deixa pra lá.
             Episódio 4 – O pneu furado
             A caminho de uma festa, o pneu do meu carro furou. Detalhe para o lugar e horário em que foi furar: numa estrada às onze e meia da noite. Sem nenhum tipo de iluminação dentro de carro, peguei o meu celular para tentar iluminar o porta-malas, onde estava o estepe... Completamente vazio, murcho. Que raiva! Liguei para o seguro. Duas horas depois... Perdi a festa, o humor e toda a possibilidade de espantar o azar.
             Episódio 5 – O sermão da titia
             A minha tia, que é a superstição em pessoa, leu essa crônica por cima dos meus ombros. Deu-me um sermão de mais de uma hora, dizendo que não podemos dizer que estamos com azar, e sim, falta de sorte. Eu não vejo diferença nenhuma nisso, mas, segundo ela, mesmo sendo uma frase negativa você usa uma palavra positiva. Deu pra entender?
             Episódio 6 – Pra não piorar a história
             Só falta você dizer que não gostou dessa crônica.
Vinícius Novaes
Enviado por Vinícius Novaes em 22/09/2007
Reeditado em 24/09/2007
Código do texto: T663106
Enviar por e-mail
Denunciar

Comentários

Sobre o autor
Vinícius Novaes
São Paulo - São Paulo - Brasil, 34 anos
65 textos (18122 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 17/12/17 12:07)
Vinícius Novaes