Toda declaração de amor, por mais simples que seja, marca. Marca a vida de quem a recebe e de quem a assiste (de camarote). Do primeiro, porque o ego e a vaidade adoram umas cócegas e do segundo, porque faz refletir sobre sentimentos e até alimentar certa inveja, quando seus próprios companheiros não são uma espécie romântica prestes a acender o holofote. “Mentiras sinceras me interessam.”

As pessoas são carentes, por natureza. Esperam, vivem de expectativas (frustrantes). Pior que a expectativa, só a ilusão. Não vivem isoladas e estão sempre à procura de um par perfeito. Primeiro, isto me parece conto de fadas, segundo, não tem ninguém por aí querendo ser o tal "par", mas “todo mundo” querendo o par. Falam em ser felizes, querem ser amados, respeitados. Focam seus objetivos nisto e perdem a viagem do amor. O amor é coisa de dentro e é de lá que partem os fogos de artifício.

Amor é acordar assustado depois de um pesadelo e suspirando desesperadamente ouvir um "calma amor, está tudo bem" e não um: você está doida?

Amor é quando você no auge da tensão emocional solta um "eu tenho vontade de sumir, não aguento mais", e um simples olhar de sensibilidade te encontra pra dizer: você tem razão, é muito difícil, vem cá deixa eu te dar um abraço e não um: essa é sua obrigação,  cumpra-a, cada um faz a sua parte.

Amor é quando você cospe fogo e o outro vem com todos os extintores para apagar e não a lenha para aumentar. 

Amor carece de paixão, de ser louco por, de querer muito, de um tapinha com um convite para o amor feito pelos olhos, no silêncio e não um vem cá de última hora.

Amor é dividir com o outro a sua carga laboral ou emocional, sem protocolo, apenas para por pra fora o que angustia, e o outro só ouve, sem julgamentos.

Amor é não se ofender com perguntas do tipo como foi o seu trabalho, onde você está?

Amor é rir de si mesmo e do outro pelos esquecimentos, pelos lapsos da mente, sem que isso se torne o reflexo da sua imperfeição.

Amor é reconhecer uma prova de amor mesmo que seja apenas o servir de um jantar, uma feitura de uma tapioca (tá na moda) ou o carregar as bolsas até o carro, sem necessidade de ficar implorando, é boa vontade.

Amor não é viver dizendo você é minha vida, mas sim, dizer o que te incomoda, o que te faz mal e o outro, na tentativa de fazer feliz, arruma uma forma de amenizar aquilo que é imutável e mudar o que é possível.

E no dia do amor, por que não olhar para o outro como obra prima )do Arquiteto Divino) que nada tem de tampa da panela, mas sim, aquele que te ajuda a chegar mais rápido do lado de lá (evolução). Nós somos completos e devemos saber disso antes de começar um relacionamento. Você nasceu frigideira, hellooo!

Por mais dias de namoro, conhecimento,  reconhecimento e por menos dia dos namorados,  apenas. Datas passam, dias ficam!

E para amar, é preciso, antes de tudo, entender que conviver é viver com e isto machuca, lapida, dói... Ostra feliz não faz pérola!

Vai morar com um estranho pra ver (marido/mulher não é parente)... E esta etapa dois ou três do namoro, o casamento, é uma das fases do jogo mais difíceis. 

E viva a Santo Antônio que deve estar agora lá no céu relendo as histórias que lhe enviaram, a fim de escolher as mais convincentes e de programar os encontros necessários para a preservação da humanidade.
Ou deve estar com frio (a estação), zonzo (de ficar de cabeça pra baixo), cheio de raspões (ser jogado pela janela) e suplicando ao Todo Poderoso chefão umas férias.  
Afinal, a demanda é grande... E, claro, o santo deve ter dado altas risadas de alguns casos que até Deus duvida (para os que creem, sinal de fé e para os demais, apenas uma estória)
Mônica Cordeiro
Enviado por Mônica Cordeiro em 12/06/2019
Reeditado em 14/06/2019
Código do texto: T6670928
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