A INTELIGÊNCIA E A VONTADE.

Leonardo Da Vinci; máxima inteligência. Projetou o submarino e o avião, como seriam hoje. Gênio das artes e das ciência em geral. Muitos nessa ordem de genialidade. Trabalharam para o bem. Ninguém como Jesus Cristo, que foi homem como nós, e nessa condição, humana, deixou oralmente seus ensinamento, convergência de muitos credos.

Escrevi um livro de agradecimento que aborda sua inigualável inteligência. Basta sua atuação como homem para ser distinguido de qualquer homem. Sua Lei Moral foi base das grandes viradas históricas de respeito à condição humana.

Por outra incomum inteligência pude ligar razão e fé, as “cinco vias” de São Tomás de Aquino, o criador da escolástica na idade média que criou alicerces na lógica de Aristóteles. Cristianizou o conhecido Estagirita, o bem na sua articulação logística.

Mas a inteligência é mesmamente o mal. Em nome de Deus a inteligência humana é veículo da crueldade. Matam em seu nome, fazem-no através dos “mártires”, adolescentes-bombas a quem são prometidos incontáveis virgens após o martírio, quando os hormônios estão em ebulição.

Pela dominação matam-se inocentes, o sionismo o faz para expansão de territórios, e matam até mesmo infantes. Recebem como sanção a interminável incerteza da “terra prometida”. Não se mata em vão a inocência.....

Se a inteligência raivosa, patológica e indescritível da história de Hittler, da inteligência para o mal, deixa rastro sem similares, a atuação sionista não fica para traz, embora em menor dimensão na saga de expansão territorial.

Existem ocorrências desastrosas para a história do movimento. O extermínio de 250 palestinos em Deir Yasin, local quase vizinho a Jerusalém em 1948, degolados velhos e crianças, acrescido da gigantesca crueldade de matar mulheres grávidas com o ventre aberto, mostrando até onde podem ir os sectários expansionistas.

O Irgun e o Stern, comandados pelo conhecido Menahen Begin, ficou a frente dessa triste história.

É o caminho da inteligência arbitrada para a crueldade sem fronteiras, a mesma faculdade que se agiganta em uns se apequena em outros face à lei moral. Trabalha para o bem e para o mal, orienta governos, nações, grandes decisões. A origem de seu surgimento e o arbítrio pela escolha, ambos de identificação difícil.

Exemplifica-se sua nobreza de valores da mesma forma como vemos pessoas lerem inúmeros livros e não criarem uma frase de expressão, enquanto outras leem algumas frases significativas e elaboram tratados sobre o que foi lido.

Inteligências falam em ética e a conhecem, seus princípios, mas desviam dinheiro dos necessitados, de socorros urgentes, da educação salvacionista, e suas “éticas”, suas “Leis Morais” deixam que durmam… “tranquilos”. Qual inteligência possuem?

Nada sabemos do pensamento construído pela inteligência, a raiz recôndita dos frutos pensamentares. Dessas engenharias até hoje sem explicação pela ciência. Como se formam os pensamentos? Como se forma essa raiz? Posições contrafeitas, por quê? Nada se sabe.

Uma rede de neurônios é nutriz dessa energia, elétrica. E que significativamente tem a vontade pela escolha a desenhar estes caminhos, tortuosos para uns, virtuosos para outros diante do básico legado pela Lei Moral norteadora do convívio.

Inteligência; vivência sustentada no empirismo, influência do meio ou genôma? Uma convergência de tudo isso, parece, percebe-se, orienta a escolha.

Sobrepaira uma certeza. Educar-se seriamente traz melhor visão do mundo, motiva pensar de forma inteligente, desejável, na mais razoável compreensão, voltado para o bem, origem humana de bondade, ordem natural e que forma o direito natural, como mostra a antropologia, desinteressada, ciência, afastada da pessoalidade, interesse pessoal.

A humanidade é essencialmente materialista. Tal fato não inibe o surgimento de grandes valores morais. Essa inclinação pela materialidade grava-se nos conflitos levados aos tribunais. A esmagadora maioria busca interesses econômicos, pouquíssimos o lado moral, propriamente dito, embora o dano moral, modernamente, seja quantificado materialmente.

O direito é o interesse econômico ou moral protegido pela lei. Todos os nossos passos, desde antes de nascer (direitos do nascituro), até depois de morrer (execução de testamento, sob o âmbito civil, violação de respeito ao cadáver, direito penal) são regulados, previstos pelas leis em nossa manifestação da vontade.

Tudo está sob o comando da inteligência, ela é o fundamento da vontade manifestada que modifica uma exterioridade no mundo. Por isso é preciso educar nossa vontade para viver em maior harmonia com nosso entorno para que possamos atuar melhor com nossas realidades.

Conhecer nosso emocional, como conduzi-lo, acionarmos o freio no descontrole e acelerarmos na busca da educação compreensiva, sem espalhar ódios, ressentimentos ou rancores, conversando, discordando ou não inteligentemente, provendo antes de tudo, para mais crescermos na divergência, com a vontade sob freios necessários ao convívio. Freios morais. Por eles a humanidade se articulou no bem e no mal.

Dominando a inteligência podemos evitar horrores como matar, fazer sofrer, expurgar direitos fundamentais, e pior, por vezes em nome de Deus, matar, a vida é sagrada.

Celso Panza
Enviado por Celso Panza em 17/06/2019
Reeditado em 17/06/2019
Código do texto: T6675546
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