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Pelas nossas crianças!

Hoje estou profundamente, triste meu coração está dilacerado sinto que as conseqüências externas deste mundo têm mexido com meu interior, me sinto muito triste pelas injustiças que vejo na sociedade, onde só algumas pessoas que nascem em uma classe mais favorecida se dão bem as outras não. Como isso tem mexido comigo, essa desigualdade em algumas situações chega ao extremo, vejo quantas crianças hoje sofre por seus pais não terem uma condição financeira boa para proporcionar melhores escolas, hospitais, roupas e muitas outras coisas.
A sociedade não se importa com os corações dos pais que vêem seus filhos privados de alguns benefícios que são exclusivos dos mais abastados, a sociedade não tem idéia de como sofre um coração pelo desprezo, pela falta de atenção, pela discriminação que suas crianças sofrem. A sociedade não sabe que todas as noites esses pais choram pedindo a Deus uma melhor condição de vida, eles não pedem muito somente pela felicidade dos filhos, de um futuro um pouco melhor que o que eles tiveram.
Essa sociedade artificial de alma não tem idéia como se sente um coração de pai, quando vê seu filho chorar por uma vontade ou um sonho de consumo, de seu filho, como uma boneca ou um carrinho, ah a vontade que sinto é de gritar a minha revolta contra esse sistema eletizado que só favorecem alguns, quando vejo que são privadas de um bom atendimento médico e acabam morrendo nas filas dos hospitais e nada é feito para mudar, sinto vontade romper com as normas quando vejo uma escola que não se preocupe em formar, mas sim em aprovar para aumentar o índice de alfabetização em suas pesquisas.
E nossas crianças de hoje, amanhã sofrerão nesse mercado competitivo de trabalho e novamente vai acontecer que os mais favorecidos serão sempre os primeiros. O país não é só de alguns é deles também, eles também sonham, acreditam, nossas crianças precisam de uma vida um pouco melhor que essa que estão lhes oferecendo.
Estamos cansados de chorar pelas nossas crianças todas as noites e nada mudar, com o coração dilacerado pedindo ao Criador que o amanhã seja diferente para eles. Nossas crianças ainda não conseguem gritar, mas elas sentem essa diferença que a sociedade as faz engolir desde cedo.
A criança é bela em sua pureza como diz o poeta Alexandre Almeida em seu poema “Infância”:

Mas é sempre que se tu iludes,
Cantando no mesmo tom.
Só tu coração não mudas,
Porque és puro e porque és bom...

Acredito que quando a criança for assistida como se deve, os adultos de amanhã serão bem melhores, e então sonharão sem “diferenças”.

Fabio Beltrame
Beltrame
Enviado por Beltrame em 25/09/2007
Código do texto: T667726
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Sobre o autor
Beltrame
São Paulo - São Paulo - Brasil, 41 anos
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