É SÓ (MAIS) UMA CONJETURA

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Quinta-feira, 4 de Julho de 2019

A sabedoria popular pode até ser considerada soberana em suas afirmações, mas é claro que eventualmente pode derrapar em algum momento ou citação, não devendo ser considerada como uma coisa absoluta. Mas também possui certos paradoxos, que acabam por causar discordâncias em alguns. O maior deles são duas situações: " Quem vive de esperança, morre de fome!"; "A esperança é a última que morre!

Não se deve saber exatamente quantas citações existem nela. Podem ser centenas, milhares ou até milhões. Mas para qualquer ser humano é fundamental adquirir conhecimento nesse processo porque é um ensino/escola fundamental/universal, que traz luz às mentes humanas para suas vidas.

Quisera que toda a humanidade se preocupasse com isso. Mas nesses tempos modernos/atuais, tudo anda mudando tão profundamente que parece estar difícil de se conviver com todos, diariamente. Principalmente depois do advento do aparelho celular, o smartphone, que anda promovendo miséria entre todos, principalmente fazendo com que as pessoas até pareçam um zumbi, andando pelas ruas das cidades, com um deles na mão, em uso.

Não há coisa pior do que se iniciar uma conversa/assunto com alguém e este não prestar atenção naquele com quem conversa, ficando ligado o tempo todo no tal de celular. E isso já virou verdadeira febre entre todos. Há muitos casos de pessoas que acabaram acidentando-se num lugar qualquer, caindo em buracos, por exemplo, ao andar pela rua com atenção só num desses aparelhos. Até caso de morte há houve.

Mas voltando-se ao início dessa assertiva, deve-se abordar que as mentes humanas das pessoas dessa última geração estão perdendo a noção das coisas básicas para se possuir um nível melhor de vida. Porque parece que elas perdem tanto tempo com coisas de pouca importante, irrelevante, e ao final alegam que não possuem tempo para nada.

Pegando-se o exemplo daquele programa do tal de BBB da Globo, pode-se observar o nível da qualidade intelectual de seus componentes. Mas isto está se refletindo quase que em nosso cotidiano total. O nosso próprio idioma anda sofrendo agressões pesadas. Tanto no aspecto verbal quanto no escrito. E também no desrespeito à semântica, onde estão mudando os significados de muitos termos que se usou outrora e que doravante ganha nova interpretação. E grande parte das pessoas tem isso como coisa simples e natural.

A moda hoje é o uso do besteirol, da "abobrinha"; de afirmações esdrúxulas e sem sentido. E a cada dia que passa esse processo cresce e vai tomando conta dos espaços da lucidez. Não se pode afirmar se é sorte e/ou azar observar-se que a tecnologia facilitou a vida humana. E talvez seja esse fator que esteja influindo e/ou influenciando a idiotice coletiva.

A isso podemos nominar como um tremendo paradoxo existencial coletivo.

Aloisio Rocha de Almeida
Enviado por Aloisio Rocha de Almeida em 04/07/2019
Reeditado em 04/07/2019
Código do texto: T6687980
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