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Líricas pela Liberdade

Líricas pela liberdade!

“El condor passa sobre os andes e abre as asas sobre nós, na fúria das cidades grandes, eu quero ouvir a minha voz.” ... O nosso atual contexto social, tem trazido muitas incertezas, são mudanças políticas, planetárias e sobretudo sobre o futuro, que afetam  o nosso bem-estar social, quando precisarmos gozar de um pouco de tranquilidade após a aposentadoria, o que neste momento, ainda é motivo de insegurança para milhões de brasileiros, sobretudo, a grande massa de trabalhadores.
De outro lado, o capitalismo vem seduzindo as pessoas nas telas da TV, a programação televisiva, passou a produzir programas bestiais, diante da ampla cultura e diversidade que aflora em todo país de riqueza inigualável que poucos podem conhecer,  por meio da internet, os jogos eletrônicos  tem ocupado o tempo da juventude e da infância, alguns jogos virtuais, podem tornar os jovens exímios atiradores que exterminam muitas vidas no ambiente virtual.
Hoje, a grande parada para os jovens é se tornarem blogueiros ou youtoubers, alguns até interessantes, porque não dizer? Ocorre que, em sua maioria, influenciam no comportamento de crianças e jovens, além de irrelevantes culturalmente, são prejudiciais ao intelecto na construção da identidade das crianças e dos jovens, trazendo influência negativa para a formação do caráter destes expectadores.
 Com o passar dos tempos ouve-se muitos questionamentos dos pais: Onde foi que eu errei? Meu filho(a) tinha tudo, nunca lhe faltou nada! Será? Vem-me em mente neste instante uma memória afetiva e sonora do Legião urbana: “Nos perderemos entre monstros, de nossa própria criação, serão noites, inteiras, esperando alguma solução, para que esse nosso egoísmo, não destrua nossos corações... Será que vamos conseguir vencer? “.
Nós apresentamos indiferença, quando clamam a nossa atenção, MAMÃE, PAPAI, IRMÃO, AMIGO... “PARE DE PERTURBAR, ESTOU NO WATSAAP!” É o que milhões de criança ouvem o dia inteiro, e assim as deixamos entregues a própria sorte, e depois perdemos o controle sobre os valores bons que poderíamos ter compartilhado ouvindo, abraçando, dando atenção as pessoas com as quais convivemos.
Assim, tem crescido o número de atrocidades que vislumbramos no mundo, aumento significativo de suicídio na juventude, além de aumento da violência, de mortes que assustam nossa estadia na Terra.
Cada vez mais, recordo o pensamento de Bauman, vivemos neste mundo fluido onde tudo é liquidez, medo de amar, medo de se relacionar, temos como uma das maiores doenças crônicas, males que atingem não só o corpo ,bem como nossas almas diante da angústia que sentimos e nos torna uma humanidade depressiva ao longo do século. Uns sentem medo de morrer, outros, parecem ter perdido o senso de realidade, tem fascínio por violência, morte, intolerância... Como manter a mente firme diante de tantos acontecimentos frustrantes.
Se com a internet ganhamos tempo para agilizar trabalhos que levavam dias para serem realizados, agora são instantâneos, o que faz com que aumente as demandas no trabalho, afinal empresa que lucra é aquela que produz mais.
 As crianças clamam por um pouco de atenção dos pais que passaram o dia ausentes devido ao trabalho e continuam seus expedientes noturnos nas redes sociais enquanto crianças e jovens podem estar precisando de ajuda, vivendo grandes conflitos existenciais.
Nesta ponte dupla, estamos desconsiderando cada vez mais nossa real humanidade, já não tomamos café lendo nossos jornais impressos, com saudosa credibilidade, hoje em primeira mão, lemos as fake News, aceitamos as pós verdades, sem maiores questionamentos, livros? Para que os ler? Nunca neste país se fecharam tantas livrarias.
Já não visitamos nossos amigos, damos aqui e acolá um Like e já está de bom tamanho, basta postar fotos de viagens que nem sempre foram realizadas, postar fotos da “família perfeita” e manter as aparências, fazendo aquelas selfies que nem sempre demonstram o nosso estado de espírito.
É tempo ainda, revisitemos nossos amigos de carne e osso, enxerguemos nossos familiares, vamos dizer eu te amo com o peito cheio de amor, vamos falar dos sentimentos que nos afligem, vamos cantar dançar, viver, vamos reciclar para viver mais, usar sabedoria a serviço da humanidade, pensando no bem comum, e não somente em um, vamos tirar os olhos de nossas crianças das telas de celulares, vamos ver as luas, brincar nas ruas, ver o sol se pôr, irradiar amor!

Sírlia Lima
Enviado por Sírlia Lima em 18/07/2019
Código do texto: T6699187
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre a autora
Sírlia Lima
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