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Neurose nas Alturas

            Entro com minha esposa, no avião em Londres, domingo à noite, com previsão de chegada a Guarulhos as sete da manhã. Recuso, embora deseje, alguns drinks servido pela aeromoça,  preocupado com o dia e a hora de chegada.

Estou com medo, afinal serão doze horas atravessando o oceano, observo que todos os passageiros estão nervosos, cada um a sua maneira.

Fico ao lado de um casal americano, um pouco obeso,  o cardápio calórico, justifica o adjetivo.

Verifico a placa de “exit” nas laterais da aeronave, esta palavra no avião torna-se de grande importância, a ponto de afirmar, que deveria ser o primeiro verbo, ensinado nos cursos de inglês.

Ajeito-me na minúscula poltrona, já pensando em repousar, afinal estar em Sampa, logo de manha, lembra-me de congestionamento e correria.

Logo estou repousando. Em certo momento, sou despertado por minha esposa,   com a ordem do piloto de  colocar o cinto, "tudo certo!", até observar no relógio que seriam três horas da manhã, fácil concluir: "Estávamos no meio do oceano Atlântico!"

Fico pálido, mãos frias e olhos esbugalhados,  mas o pior ainda estava pôr vir... Algumas fileiras à frente observo: uma passageira com algo parecido com uma bóia, em seu encosto de cabeça.

“Vamos cair!”, suplico à minha esposa no auge de minha neurose, mostrando a passageira com a suposta bóia no pescoço. Com calma ela explica: "Era uma aeromoça, que voltava de serviço dormindo, e que o encosto de cabeça era para não dar um torcicolo."

Concluo: Na próxima viajem o melhor a fazer...  É não recusar nenhum drink, e voltar dormindo o sono dos justos...

                                                           dcapitaneo@gmail.com
Douglas Capitaneo
Enviado por Douglas Capitaneo em 30/09/2007
Reeditado em 21/12/2007
Código do texto: T674407

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Sobre o autor
Douglas Capitaneo
Varginha - Minas Gerais - Brasil, 44 anos
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Douglas Capitaneo