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Sempre sonhando!

Sentado no sofá da minha casa comecei a sonhar com o que a vida tem de bom, sonhei com a riqueza, uma vida cheia de regalias, próspero financeiramente e muito dinheiro, sonhei com status social, reconhecimento da minha comunidade, sonhei com uma boa aparência, com a vaidade de se mostrar agradável no meio em que vivo, sonhei com o poder, com a força de um bom cartão de crédito que me faria ser bem recebido em qualquer lugar, sentado lá no sofá viajava em pensamentos que me levariam a ser uma pessoa diferente do que sou.
Quando olhei no espelho que fica em frente ao sofá onde estava, percebi o quanto estava errado em meus pensamentos, passei a observar tudo o que tinha naquele momento uma camisa da empresa onde trabalho, uma calça jeans, e um sapa-tênis, mais nada, e isso era o suficiente para o meu momento! Comecei a sonhar novamente agora agradecendo a vida que tinha, me olhava e entendia que precisava ser grato à vida por ter uma boa saúde, por ter um trabalho honesto, por ter aquela calça jeans à camisa e o meu sapa-tênis, em meus sonhos olhei para os muitos que não tem a mesma sorte que eu, olhei para os moradores de uma rua que para se alimentar precisam de misericórdia daqueles passam na rua absorvidos por seus compromissos e não tem tempo de se importar com a situação deles, nos sonhos pensei naquelas crianças, muitas crianças que hoje são lembradas nas pesquisas como um número negativo para os governos, olhei para os adolescentes e jovens do nosso Brasil que hoje não tem uma perspectiva de futuro, não tem chance de trabalho e eu ali sonhando com riqueza e poder.
Então passei a sonhar como seria bom se pudesse ajudar em algo para mudar essas situações, mas como mudar sozinhos tudo isso? Sonhei com o comunismo de Karl Marx, mas não daria certo, nunca deu, fiquei me sentindo inútil sem poder fazer nada, quando surgiu em mim a idéia de fazer alguma coisa por um próximo, ajudá-lo a se estruturar na vida, a começar de novo, eu seria um trampolim e nos meus sonhos imaginaria como seria bom se cada ser humano adotasse uma pessoa assim e fosse seu aio, a pessoa responsável, a pessoa que a conduziria a uma nova vida agora com projetos do amanhã cheio de vida e paz.
Expressando o amor ao próximo, um responsável pelo outro, não é preciso ter dinheiro, status, poder ou um bom cartão de crédito nem roupas que agrade os mais exigentes estilistas do mercado da moda é preciso simplesmente amar e sempre sonhando com um mundo melhor para todos!



Fabio Beltrame
Beltrame
Enviado por Beltrame em 01/10/2007
Código do texto: T675929
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Sobre o autor
Beltrame
São Paulo - São Paulo - Brasil, 41 anos
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