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A solidão...

Quando bate a solidão acreditamos que se da por falta de alguém, de amigos, colegas ou a turma que está sempre ali para nos alegrar, mas e quando a solidão não parte do externo? E quando não é a presença física que nos leva a solidão? Quando a solidão vem lá de dentro, a solidão de emoções que nos mantém vivo e alegre, aquela emoção que sentimos quando beijamos pela primeira vez uma moça dava um frio na barriga, aquela emoção ao falar a primeira vez no microfone diante de um público da uma tremedeira nas pernas as palavras foge nem o esboço nos ajuda, e quando se veste pela primeira vez uma roupa social ou a primeira entrevista em uma empresa onde a ansiedade não nos deixa nem dormir, quando toda emoção desaparece e você se sente só com o seu racional.
Como viver sem as emoções que me dão o equilíbrio? Ou como recuperaria tudo que perdi por ser tão insensível aos momentos bons que a vida me proporcionou? Em nome de um estado racional que hoje percebo ter me roubado do melhor que a vida ofereceu para mim!
Tentando recuperar tudo isso, comecei no meu silêncio lembrar do primeiro beijo, daquele frio na barriga que provocava emoções maravilhosas, comecei a lembrar da primeira vez que fui falar ao microfone com as pernas tremendo e gaguejando a cada cinco palavras que dizia, é muito bom voltar e sentir tudo isso!
Lembrei quando usei a primeira vez um terno e uma gravata, parecia que todos olhavam para mim, até me sentia um empresário eu que há três anos atrás amava aquele meu lechevall branco, e na ocasião me sentindo um verdadeiro magnata todo social, andava todo estiloso!
E no meu silêncio percebi que as minhas emoções estavam de volta ali fazendo vibrar meu coração, e não me vi mais só, mas sim acompanhado por elas fazendo parte agora das lembranças boas, dos momentos inesquecíveis que ninguém poderia sentir por mim, porque eram minhas emoções, minhas alegrias, minha história.
A emoção não se ensina se vive, é particular e ninguém pode sentir pelo outro, cada um senti a sua, pois faz parte da sua história e de seus momentos. Hoje aprendi que por mais simples que seja o momento, por mais insignificante que seja para alguns, para mim eles vem cheio de emoções prontos a me ensinar o bom da vida, é algo que fica registrado para sempre!


Fábio Beltrame

Beltrame
Enviado por Beltrame em 08/10/2007
Código do texto: T685662
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Sobre o autor
Beltrame
São Paulo - São Paulo - Brasil, 41 anos
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