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Uma das maiores máculas da história brasileira, sem dúvidas, foi a escravidão de índios e negros, efetuada normalmente por brancos, quer europeus, que para cá vieram, quer por já nascidos no Brasil. Os índios foram quase dizimados. Salvo em algumas reservas, o que se encontra hoje são agrupamentos de miseráveis. Este fato jamais foi levado à sério em quinhentos anos. Quando se fala em abolição da escravatura, vem à baila a Lei Áurea. Em outras leis que a antecederam (Ventre Livre, Sexagenário, etc.) observa-se a sua aplicação, preferencialmente, para os negros. Em várias regiões do Brasil, na era escravocrata, surgiram movimentos em prol da abolição. Em Porto Alegre, em sete de setembro de 1884, a Câmara Municipal declarou abolida a escravidão; portanto, quatro anos antes da Lei Áurea. E o movimento contra a discriminação racial irrompeu forte, tendo os dessa raça (negra) alcançado inúmeras conquistas. Lamentável é que os índios não se aculturaram para tal. Este fato é, igualmente, humilhante a todas as raças: uma ou mais raças ( ou, até, etnias) terem de conquistar direitos iguais. Ora, se existe uma Constituição (não pigmentada), esta já deveria ser aplicada. Porém... no Brasil da CPMF, criada para a saúde, mas desviada para o caixa único, tudo pode acontecer. Ou melhor, nada disso deveria acontecer, não fora a horrenda impunidade, que graça.
Por mais de uma centúria, livres foram os chistes e as sátiras ofensivas aos negros. Apareceram, então, as leis e os decretos visando a punição para  quem empregasse termos naquele sentido desrespeitoso ( A lei Afonso Arinos, etc.). É o ajuste que a trilha da história determina. É como se a CPMF finalmente fosse destinada para o seu fim, ou seja, à saúde. Estabelecida essa seriedade, a ascensão social é uma questão de tempo, o que já se observa.
Loira burra! Opa! Estou ofendendo uma raça, uma pigmentação de pele ou cabelo? Ah! Sim, ainda não tem lei que proíba tal emprego. É claro que a pele branca e os cabelos loiros, particularmente das mulheres, não tem a historicidade das peles pretas e dos cabelos encaracolados. Tampouco passaram pelos sofrimentos quer da era da escravidão, quer após a abolição. Mas não deixa de ser um gracejo humilhante às portadoras de tais peles e cabelos claros. E as piadas brotam via TV, Internet, rádio, jornal, teatro, etc. E agora? Devem ou não devem as loiras arregimentarem forças para ações, via lei, no sentido de estancarem tais ofensas? Seriam as loiras novas escravas, não da liberdade, mas da pilhéria moral?  Todavia, que não fique restrito a elas essa cruzada; lembremo-nos que a maioria dos abolicionistas foram brancos.  Com ou não interesses.
   
Cláudio Pinto de Sá
Enviado por Cláudio Pinto de Sá em 08/10/2007
Código do texto: T685674
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Sobre o autor
Cláudio Pinto de Sá
Porto Alegre - Rio Grande do Sul - Brasil, 70 anos
163 textos (23686 leituras)
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Cláudio Pinto de Sá