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DEPRESSÃO ZAPEADA

         Sabe aqueles dias em que você sai do trabalho na base do "Thank God, it's Fryday" e corre pra casa, se bota toda bonitinha, pronta pra ir pro barzinho mais próximo com amigos, já sabendo que vão falar abobrinha o tempo inteiro, e voltar de alma lavada e enxaguada, sem direito a leave-in porque vai deixar a parte triste do passado left in na mesinha do bar e na garrafa do vinhozinho tudibom que vocês tomaram? Então. É esse o caso.

          Aí que você volta pra casa toda contentinha, já tirando o salto no meio do corredor e cantarolando feito um passarinho, mas tem a infeliz idéia de zapear só até passar um pouquinho do efeito benéfico do álcool ( que nesse caso nem foi tanto...). Feliz, despreocupada, sem nenhuma vaga lembrança do mundinho besta lá fora. Ótimo, né?

         Seria, meus queridos, seria...Não fosse a infeliz idéia de algum infeliz com tendências claras à depressão e ao suicídio ou com intenções muito clara de deprimir a humanidade inteira ( e o sujeito deve vender antidepressivos a precinhos muuuito módicos) que bota um filme lá de muitos anos atrás em que você chora o tempo inteiro e no final principalmente: As Pontes de Madison.

         Tirando o show de interpretação de Clint Eastwood e Meryl Streep (Robert e Francesca) e a história magnífica, fica uma raiva dos diabos porque os dois por motivos vários  (burrice, o principal) não vão para o happy ending...E você é que acaba num depressive ending...principalmente porque essa história é igualzinha a sua...

         Aí , me resta levantar algumas hipóteses:
1) Isso é um sinal do Alto para que você peça ao dito cujo que atire suas cinzas do alto da ponte do rio mais próximo, porque seu fim também está próximo?

2) Isto é mais uma daquelas coisas bem ao gosto dos intelectos depressivos de Holywood, pra estourar as bilheterias (e o olho da gente, que vai dar um soco em si mesma de raiva) e portanto, vá dormir e desligue esta m...?

3) Isto é  um sinal claro de que se você não largar esta porcaria de controle remoto, desligar a televisão e for dormir imediatamente, amanhã pode até ser um novo dia , mas você vai acordar mais velha do que a múmia de algum faraó?

         Meninos e meninas, nem imagino qual a alternativa correta. Só sei que vou tomar um litro de alvejante e um pouquinho de água da privada e quem sabe clareio as idéias...

Débora Denadai
Enviado por Débora Denadai em 08/10/2007
Código do texto: T685894

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Sobre a autora
Débora Denadai
Caracas - Distrito Federal - Venezuela, 55 anos
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Débora Denadai

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