QUEM DÁ VALOR À VIDA?

O meu partido bem que poderia ser um antiviral. Estou num exercício nada criativo de resistência e paciência. No quarto, estudo as matérias do meu curso de graduação e ouço músicas dos anos 80s, única maneira que encontrei para voltar no tempo.

Eu sei, muitos leitores vão dizer que ao ouvir música eu estou matando o tempo ou dito de outro modo, fazendo o tempo passar. Mas, acreditem, no meu caso a expressão mais adequada é mesmo voltar no tempo.

O meu capital é a vida humana, mesmo sabendo que tem gente por aí certa de que ela é um bem de alto custo e baixo valor. Afinal, qual é o valor de uma vida no mercado de ações e reações?

Com raras exceções, as pessoas só passam a dar valor aos momentos felizes depois de passarem por outros tristes, e entre tantas outras coisas que a vida nos oferece e não sabemos valorizar, só damos valor à própria vida quando, por uma doença ou ameaça qualquer, julgamos que podemos perdê-la de repente. Mas, você já sabia disso, não é?

Estou aprendendo ainda meio aos trancos e barrancos a não deixar que o orgulho me impeça de valorizar aquilo que Deus põe na minha vida, porque Ele sabe o que é melhor pra mim. Estou aprendendo a valorizar as experiências, pois mesmo aquelas aparentemente negativas são ferramentas que podem me fazer crescer.

Duvido de que um dia possa vir a perder minha velha alma, contudo, o pesado escafandro de feição grosseira que me permite mergulhar no limo terrestre, mais dia menos dia voltará a se reintegrar ao limo. Mas, vamos combinar uma coisa, não precisa ser nesse momento, o.k.?

Não vivo os meus dias com medo de um vírus, mas também não devo subestimar um inimigo que invade e se multiplica em outros organismos para continuar vivo, porque assim como você e eu, o vírus também luta para preservar a sua vida.

Qualquer ser vivo tem um valor inestimável e veja que até um micro-organismo sabe disso. Então lute para preservar a sua vida e a vida dos que você mais ama. Lute para preservar a vida do seu próximo e pague o preço que necessitar ser pago, pois grandes vitórias não costumam vir antes do esforço pessoal ou coletivo e dos sacrifícios.

Desculpe-me, coronavírus, mas, no que depender de mim, em breve você será carta fora do baralho.