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DESGRAÇAS NOSSAS DE CADA DIA

DESGRAÇAS NOSSAS DE CADA DIA

Ao andar pelos vários caminhos das nossas ruas sinto aflorar as tantas desgraças sem nome e sem culpados, levando o homem a um submundo esquecido de toda a sua dignidade, fazendo-o rastejar por ruas infestadas de abandono, como se toda aquela situação de miséria estivesse atropelando seu caminho. Alguma vez nos perguntamos se fomos responsáveis por aquele caos enredado de tanta sujeira? Supostamente andamos com “dignidade” e os outros que se danem!
Por que nada daquilo lhe diz respeito?
O marasmo da rua pesa e nos causa mal estar, mas, eu nunca ouvi alguém reclamar que poderia tentar fazer algo para ajudar. Os problemas nos atropelam aos montes, encilhando todo o descontentamento que nos faz sair da rota “perfeita” dos nossos dias fúteis, uma vez que, não conseguimos caminhar sem pisar nas pontas dos dedos para não tocar no irmão que pode macular nossa áurea de bom cidadão, afinal, não dispomos de tempo para olhá-lo nos olhos e dizer: como vai irmão? Posso ajudá-lo?
No final das contas, nós somos a pior desgraça de nós mesmos porque sentimos a grossa sujeira sob o nosso nariz e o empinamos mais alto para mostrar uma superioridade, mas, esquecemos de que não temos a garantia de um dia qualquer não fazermos parte daquele quadro desolador e baixo.

Elvira Pereira de Araújo
Enviado por Elvira Pereira de Araújo em 18/10/2007
Código do texto: T699364

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Sobre a autora
Elvira Pereira de Araújo
Natal - Rio Grande do Norte - Brasil, 53 anos
65 textos (4303 leituras)
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