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Muita coisa errada



Quem procura acha! E assim vamos ficando sabendo do cotidiano tétrico, o que não desejamos e, portanto, devemos combater. Há males que vivem e estão nas folhas de pagamento da bandidagem cooperada com o narcotráfico, as quadrilhas dos assaltantes a mão armada e doutros absurdos doutros.
Por méritos e deméritos, os sujos se amontoam e os limpos morrem ou se sujam também com o convívio errado. Do outro lado, a justiça tira a venda dos olhos e faz-se parcial e julga e não pune.
Assim como os mares e os oceanos são intoxicados pelo lixo poluidor dos humanos, assim também o é o quintal de nossas casas e o seio de nossas famílias.
E a ferocidade da vida moderna  amolesta-nos e se locupleta do que é evitável e desprezável e o homem vai se autodestruindo caminho afora, até chegar à boca do vulcão.
Não se pode dissociar da esfera de poder do Estado o controle de todas essas mazelas pelas quais é vitimado o cidadão, mas infringir-lhe toda a culpa é impensável. Os governos não são feitos de pedras, mas de homens de carne e osso. O mundo parece ter virado de ponta-cabeça e já passa da hora de fazermos a inversão disso tudo. É trabalhoso, mas ainda dá!
Não é necessário contratar-se Sherlock Hollmes para que este descubra onde estão as regras de difusão da civilidade. Somos de maior e devemos ser responsáveis diante de tudo isso.
Nossas vidas produzem de poemas a fezes, e o valor ideal para essas coisas somos nós quem deve dar. Não podemos atirar ao lixo nossas coisas boas e, ao contrário, o que é bem pior, jamais devemos ofertar ao irmão, ou ao seu mundo em volta, o lixo que tecemos com o nosso desfazer diário.
Assusta-me crer que dos desgelos polares às queimadas pantaneiras, estamos mesmo é diante do começo do fim de tudo. Se não nos apressarmos para dirimir nossas culpas, refazendo o que destruímos, não sobrará bom ou ruim que conte a história da vida na terra aos nossos pósteros.
Há coisas simplórias que podemos tomar como rotina ecológica e que muito ajudariam ao meio ambiente. Que tal iniciarmos essa desejada reconstrução eliminando os lixos plásticos do solo e das águas? Um bom começo, e o que é melhor, só nos exige subtração de tempo que, por esta ser uma causa nobre, eu diria que se trata de adição de tempo, ao invés de deduzirmos outra idéia.. As embalagens “PET” devem ser recolhidas e reutilizadas para o bem do planeta. Quem ama zela, protege, cuida, dá vida!
As populações ribeirinhas e os mais aquinhoados são igualmente responsáveis por essa reconstrução. Hábitos bons devem ser desenvolvidos. Os vícios sujos, erradicados para sempre. Denunciar crimes ambientais é-nos conduta acertada. Por aí afora há os telefones gratuitos, os tais 0800 que não requerem que o denunciante se identifique. Muitas vezes uma denúncia anônima dá nomes a muitos depredadores do meio ambiente que agem na surdina assassina de seus desmandos.
E se nos lembrarmos de que o nosso corpo é composto de mais que 70% de água limpa e que no planeta  há apenas menos de 3% dela possível de ser consumida  in natura, creio que nossa preocupação redobraria.
Sem celeumas, com muita vontade e senso de responsabilidade, tiraremos o pé do apocalipse ecológico e renasceremos para uma administração mais zelosa para com a meio ambiente. Estamos cuspindo no prato que comemos. É preciso que o lavemos e, agora limpo, o enchamos com as ações da cidadania e da civilidade. Nosso céu está perdendo o azul e a coisa ficando como aquela outra tão conhecida, roxa!

























Paulino Vergetti Neto
Enviado por Paulino Vergetti Neto em 22/10/2007
Código do texto: T704569
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Paulino Vergetti Neto
João Pessoa - Paraíba - Brasil, 59 anos
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Paulino Vergetti Neto