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Pós-festa de final de ano

   As festas de final de ano estão se aproximando e com elas o perigo das piores conseqüências possíveis. Fiascos na festa da firma, juras de amor para viventes que nunca mais se quer enxergar na frente e que acabam ligando no outro dia e no outro e no outro e no outro e no outro.
 
- Seu Antonio eu poderia lhe pedir...
- Lilinha!
- Lívia. Meu nome é Lívia.
- Hããããã? Entendi. É para disfarçar. Quanta diferença hein? Você quase me enganou!
- Bem... Eu gostaria de lhe pedir para que desconsiderasse algumas coisas que...
- Desconsiderar? Aquilo foi inesquecível Lilinha! Você é perfeita!
- Lívia. Eu não posso beber demais que saio um pouco de mim e...
- Lilinha, por mim você pode sair de si todas as noites que eu vou adorar.
- Por favor, Lívia. E eu não tenho idéia do que fizemos ontem à noite e acho que não quero ter.
- Tudo bem Lilinha. Eu prometo que não vou pedir para você repetir a cena da oncinha de quatro em cima da mesa, mas aquela dança do orangotango só mais uma vezinha ok?
 
    É... Muitas vezes chutamos o balde e pegamos “qualquer coisa” que aparece em nossa frente num momento de carência, esquecendo que no outro dia vamos ter que voltar a “vida normal” e de repente o “cão chupando manga” poderá ter gostado de nossos malabarismos sexuais que não mostraríamos nem para um marido com 210 anos de casada dependendo do porre que se tomou. Se pelo menos ele lembrou de usar camisinha, já que você era uma onça bêbada quenão lembrava nem como tirava o sutiã, já é um grande alívio, mas e se não lembrou?
 
   Das três uma: Ou você pega uma Aids ou qualquer outra doença venérea por aí por ter transado com o vivente sem preservativo ou você entra em crise por não saber se ele tem alguma doença e até o resultado dar negativo você já perdeu várias noites de sono ou você engravida da criatura e aí sim, merece colocar o nome da filhinha de Lilinha. Calma, vamos colocar mais uma alternativa nessa história, você simplesmente acorda e percebe que nada passou de um terrível pesadelo. Lembre disso na hora de tomar seu porre na festa da firma. A vítima pode ser você.
 
 
Renata Miranda
Enviado por Renata Miranda em 31/10/2007
Reeditado em 31/10/2007
Código do texto: T717261

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Sobre a autora
Renata Miranda
Caçapava do Sul - Rio Grande do Sul - Brasil, 37 anos
44 textos (10963 leituras)
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Renata Miranda