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Lições de professores

Há algum tempo vi dois filmes que têm a educação como enredo. Melhor dizendo, que têm um bom professor fazendo a diferença na vida de seus alunos: Primeiro da classe, filme americano produzido para a TV, em 2008; e Como Estrelas na Terra, filme indiano de 2007.
O primeiro deles conta a história real de um garoto que na idade adulta se torna professor. Ele é acometido, desde os seis anos de idade, pela denominada síndrome de Tourette, que se manifesta com movimentos involuntários, frequentes, que comumente chamamos de tiques nervosos, seguidos da emissão de sons. Por serem diferentes, por chamarem a atenção pelo comportamento não usual nas outras pessoas, tornam-se vítimas de chacotas, brincadeiras de mau gosto e até ganham apelidos grotescos, o que acaba afetando, e muito, a autoestima dessas pessoas.
Mesmo a história real tendo como palco os Estados Unidos, e a literatura médica já registrar a síndrome desde 1825, a criança passou por vários médicos que não identificaram o problema, cabendo à sua mãe – sempre as mães – autonomamente, descobrir em pesquisas informações sobre a doença.
O filme seguinte trata de outra enfermidade, essa um pouco mais conhecida, a dislexia, que se revela, entre outras coisas, pela fala tardia, lentidão na aprendizagem de novas palavras e atraso na aprendizagem da leitura. Desta vez a história é fictícia, mas que está muito próxima das situações que ocorrem na vida real. A falta de informações de pais e professores faz com que as vítimas desse mal sejam tratadas como alunos que não gostam de estudar e irresponsáveis com o cumprimento de suas tarefas. Na vida do garoto, protagonista da história, surgiu um professor, que também teve problemas com a dislexia, que tomou para si a tarefa de cuidar, de forma especial, do problema.
Desculpem pelos spoilers a seguir, mas eu vou adiantar: os filmes têm finais felizes e me emocionaram bastante.  O jovem vitimado pela síndrome tornou-se um professor de crianças, mas só depois de ter sido rejeitado por 24 escolas, por conta da sua doença. Logo no primeiro ano de ensino foi escolhido como professor do ano (os americanos têm dessas coisas). E isso não por benevolência de alguém, mas pelos seus próprios méritos, inovando nos métodos de ensino.
O garoto com os problemas de dislexia tornou-se outra pessoa, aprendendo e participando de todas as atividades escolares, a partir da intervenção do seu professor de artes, que assumiu a tarefa de ajudá-lo a livrar-se das dificuldades que tinha.
O que aprendemos com isso? Devemos agir na relação com as pessoas, sejamos ou não profissionais da educação, como as mães costumam fazer com os seus filhos: nunca desistir deles. Depois, especialmente se for docente, estudar, estudar e estudar... Pesquisar sempre, conversar com os mais experientes, antes de colocar um rótulo em qualquer um, tipo “esse aí não vai dar pra nada”. E, para começar recomendo, sim, assistir aos dois filmes, que muito alegram a alma. Com pipoca de um lado e vários lencinhos de papel do outro. Se for chorão como eu, você vai precisar...
Fleal
Enviado por Fleal em 06/07/2021
Código do texto: T7293721
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Sobre o autor
Fleal
João Pessoa - Paraíba - Brasil, 70 anos
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