O conto da lagartixa

O conto da lagartixa

Jajá de Guaraciaba

Para uma história ser boa depende de palavras apropriadas e do jeito de quem conta. Quem não tem jeito nem vale a pena pegar na pena. Li um conto sobre uma lagartixa que seria cansativo se fosse escrito doutra maneira. Mas, a danada da escritora Camila Barbieri soube me prender do começo ao fim. Era sobre uma guerra que ela travara com o referido réptil que no fim, bem, o final não vou contar pois perderia a graça se algum dia você vier a lê-lo. Esse texto, denominado “A Arte da Guerra”, foi considerado tão bom que foi publicado no MAPA CULTURAL PAULISTA na edição 2.009/2.010, no qual também estou incluído com a crônica: Presente de Natal.

A beleza, a magnitude, a preciosidade de um escrito dependem também da beleza, da magnitude, da preciosidade da alma do leitor e do momento em que é lido. A pessoa inteligente sabe a hora propícia em que deve “entrar” na história para melhor absorvê-la; sabe que não se deve ater à leitura nos momentos de infortúnios, pois a instabilidade emocional dificultar-lhe-ia o entendimento, opondo-se, por conseguinte, à sensibilidade e à imaginação do autor.

Há pessoas que têm a habilidade de tirar água de pedra; outras tantas, nem de bica.