A Covid-19 rouba dois anos da expectativa de vida do brasileiro. Quem sobreviveu à virose ficou com uma expectativa de vida menor: a mortalidade associada à doença a diminuiu de setenta e sete anos para setenta e cinco anos. E, as cidades como Rio de Janeiro e Porto Alegre registraram mais óbitos que nascimentos em 2020.

Em algumas unidades da federação o retrocesso foi ainda maior: Distrito Federal, Amazonas, Amapá, Roraima e Espírito Santo tiveram redução de mais de três anos na esperança de vida ao nascer.

Esse é o resultado de estudo publicado por pesquisadores de Harvard, Princeton, Universidade do Sul da Califórnia e Universidade Federal de Minas Gerais. O trabalho mensurou o impacto direto dos óbitos por Covid-19 na demografia brasileira.  Assim, conclui-se, que a mortalidade pela virose tem sido catastrófica.

E, tendo em vista o padrão de mortandade, o impacto em 2021 vai ser ainda maior. No Amazonas e Rondônia, por exemplo, as mortes por Covid-19 nestes primeiros quatro meses do ano já superaram os registros de todo o ano passado. É possível que a gente, pelo segundo ano seguido, observe impacto significativo na expectativa de vida.

Ressalte-se que é normal que as crises sanitárias e humanitárias reduzam os índices vitais. A pandemia de gripe espanhola, no início do século XX, reduziu a expectativa nos EUA entre sete a doze anos. E, tão logo essas crises são superadas, geralmente, já um repique que logo corrige a esperança de vida perdida.

Segundo Camille Licholtti, em artigo publicado na Revista Piauí, in litteris:

 "Mas, no caso da Covid-19 no Brasil, os pesquisadores argumentam que a situação não vai se estabilizar rapidamente.  Primeiro porque o país atualmente atravessa o pior momento da pandemia. Com o sistema de saúde em colapso, a atenção básica

não é capaz de diagnosticar e tratar outras doenças – e essa paralisia cobra um preço. Os pesquisadores estimam que só a redução dos tratamentos de tuberculose e HIV pode aumentar a mortalidade pelos próximos cinco anos.

Em 2020, 20% das crianças deixaram de se vacinar contra hepatite B, poliomielite e outras enfermidades. Além disso, relatos de sequelas deixadas pela Covid-19 nos pacientes que sobrevivem continuam crescendo. Isso inclui fadiga, complicações neurológicas, pulmonares e cardiovasculares que podem trazer complicações a longo prazo".

 

Referências:

LICHOTTI, Camile. COVID ROUBA DOIS ANOS DA EXPECTATIVA DE VIDA DOS BRASILEIROS. Disponível em: https://piaui.folha.uol.com.br/covid-rouba-dois-anos-da-expectativa-de-vida-dos-brasileiros/?utm_campaign=a_semana_na_piaui_89&utm_medium=email&utm_source=RD+Station Acesso em 20.01.2022.

GiseleLeite
Enviado por GiseleLeite em 24/01/2022
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