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VIDA EM SOCIEDADE DE CONSUMO.




          Agora que já iniciamos um novo século, sentimo-nos como se fossemos crianças desamparadas, procurando uma razão para tudo que vemos sentimos ou fazemos. Quando pensamos que somos donos de nós mesmos, somos massacrados constantemente pela rádio, Tv, imprensa que nos compele a seguir normas e fazer aquilo que nem sempre desejamos.

          A mídia, os jornais tanto os falados como os escritos, nos abarrota de notícias a todo o momento e com isso sentimos certo desconforto diante de tais acontecimentos. Passamos a nos questionar; até quando teremos que conviver com tais tipos de comportamento dentro de uma sociedade, que em tese deveria ser democrática com oportunidades iguais para todos?

          Sempre quisemos e desejamos que neste início de ciclo de Aquarius a relações humanas tivesse um pouco mais de compreensão bem como certa equitatividade, afim de que diminuíssem as diferenças sociais, já que as culturais são aquisições que se consegue paulatinamente através do nosso labor diário.

          Parece, no entanto, que estas regras não são ainda definidas ou aceitas pela sociedade como um todo e apenas umas poucas vozes se levantam tentando formar uma opinião que venha a se adequar mais com o novo estado de consciência exigido pelo ciclo de Aquarius, que em si traz a semente do novo.

          E diante de tudo isto a eterna pergunta continua nos martelar a mente continuadamente. O que podemos fazer?

          É justamente nesta hora que deveriam surgir os arautos da nova era e obreiros da evolução, derrubando o velho, construindo o novo e anunciando um novo tempo, onde a exploração, espoliação e toda forma distorcida cultuada por milênios pela classe dominante chegasse ao seu término em definitivo.

          O massacre da imprensa, quase sempre comprometida com o poder, tenta vender para uma sociedade ordeira, a necessidade de obediência cega, a um sistema que já se encontra falido há muito tempo.
 
          Sabemos que não iremos conseguir resolver todos os problemas da sociedade apenas com o dinheiro, nem tampouco com o poderio econômico, que cada vez mais tenta tornar os cidadãos escravos de sistemas criados e alimentados, para fazê-los vítimas inconscientes da escravidão do poder.

          O homem que vive na cidade, na vida moderna cada vez mais se torna escravo do sistema criado e alimentado, com ilusões. Sistema que têm o objetivo de manter as grandes corporações donas das almas do povo, que pensa ser feliz, por possuir um carro, uma casa, ou diversos aparelhos eletroeletrônicos que lhe dão uma falsa sensação de poderio econômico e, conseqüentemente uma ascensão à determinada classe social.

          As ilusões são criadas e o cidadão se vê obrigado a seguir normas alimentadas pelas grandes campanhas publicitárias, onde só se vende aquilo que as grandes corporações criam e ditam para que o pobre seja obrigado a consumir.

          A cada dia lançam no mercado produtos que bem poderiam ser dispensados, pois neles existem grandes quantidades de inutilidades, mas, no entanto a necessidade é criada através das campanhas, que vendem e massacram todos, em mais de 25% dos tempos das emissoras de TV.
          Certos produtos facilitam o modo de vida de todos, porém trazem embutidos em si mesmo grandes parte de desnecessidades e futilidades, que obrigam a se vender valores agregados às ditas mercadorias que não se necessita.

           A nova idade que se anuncia, que bate as portas neste terceiro milênio, já não mais pode conviver com valores criados e cultuados por vendedores de ilusões. Temos que dar um basta a tudo, isto, sob pena de chegarmos ao ponto de termos que dispor de nossa liberdade a fim de alimentar nossas ilusões.

          Este problema é quase  igual ao das drogas, onde cada vez mais o viciado se vê obrigado a consumir a maldita mercadoria, porque uma grande parte da sociedade consome e o indivíduo, não quer se julgar ultrapassado, e também se dispõe a consumir.
 
          Até quando devemos suportar tudo isto, será que nascemos para sermos escravos, ou senhores de nós mesmos?

          Vivemos o apocalipse e ainda não notamos porque acreditamos  (por não sabermos ler), que todas as palavras deverão ter o mesmo significado  de coisas de um passado bem distante, onde os valores e pessoas eram diferentes.

          Hoje cultuamos valores que já deveriam ter sido abolidos há muito tempo. É necessário que a nossa tomada de consciência, seja real para que possamos fugir do ilusório que nos é ofertado a todo o momento.
          Ou aprendemos a separar o joio do trigo, ou seremos tragados pelo turbilhão que já se avizinha nos dias atuais.

          Temos que parar de tentar imitar os poderosos, pensando que eles são portadores da verdade.  Geralmente a única coisa que possuem é dinheiro e isto não implica necessariamente em consciência.
          Somente a consciência do que deve ser feito nos livra do jugo do medo e da ignorância.

          É necessário, pois uma tomada consciência do que precisa ser feito. Devemos fazer, para podermos ser partícipes atuantes das transformações processadas no mundo do meio e que a grande maioria não nota, por viver apenas do passado e nunca se preocupar com o futuro.
 
VEM- 20/02/02

Vanderleis Maia
Enviado por Vanderleis Maia em 26/03/2008
Código do texto: T916925

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Sobre o autor
Vanderleis Maia
Imperatriz - Maranhão - Brasil
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