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NA CHEGADA AO INFERNO

Quando abrirem-se as portas do Inferno, de supetão, já estarei preparada ( pois nessa hora, quê mais a dizer?):




Amigo Cão, e seus companheiros...

Muito esperei tal momento, certa de não entrar no Céu, visto que  mais trilhei pequenos degustes nas tentações, que propriamente orei contra elas.

Cá chego, com o sorriso na morte estampado e com meu escárnio maldito, rendendo-lhe atenção, suponho, eterna. Ri sempre dos gozos nas perdições que encontrei pelos caminhos até aqui, ri-me de ti, Tinhoso, sabendo-o tão bem nos prazeres que experimentei, nas tantas faltas com o Mestre de lá, que pedia-me calma e eu afobada em tudo!

Pressa que seu bafo plantava-me nos ouvidos, eu sabia, não nego, tem-me agora, pronta a mais pecar que clamar providência, minhas imprudências generalizadas...

Neste momento solene, de vaidade infernal, chego sã e salva nas profundezas “calientes”. Que mais hás de me dar, proporcionas em minh'alma, diga, mais o quê?

Pronta, Sarnento condutor de meu restante tempo na eternidade, a findar viagem nas suas ilusões, que aqui vejo, não são passageiras como diziam.

Rendo meu corpo ao passado e nesta alma ciente, arrogante, peço morada: Vai, indica-me do seu púlpito de Chefe, a mansão a mim destinada!




Ene Ribeiro
Enviado por Ene Ribeiro em 22/06/2013
Reeditado em 22/06/2013
Código do texto: T4352736
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre a autora
Ene Ribeiro
Goiânia - Goiás - Brasil, 57 anos
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Ene Ribeiro

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