Romero Jucá e o vaso sanitário

Esse tal de Romero Jucá, que me perdoem os leitores a falta de classe, mas não sou capaz de encontrar melhor metáfora do que esta, assemelha-se ao cocô que não vai embora. Aquele famoso "submarino" que vai e vem teimosamente, sem descer pela manilha por ser demasiado parrudo. Já foi exonerado de Ministério por suspeita de corrupção em 2005, já se envolveu em desacato a uma magistrada, já perdeu cargo público por desvio de verbas, já foi flagrado negociando uma operação "abafa" na Operação Lava-Jato, vindo a novamente perder o cargo - apenas para que momentaneamente diminuísse a cobrança social. Ainda que totalmente imoral, tem suas "habilidades de articulador político" enaltecidas pelo câncer metastático que se chama PMDB, a puta babilônica desta nação, capaz de se aliar alternadamente ao PT e ao PSDB, sempre vampirizando o erário para manter a chama do poder em que seus membros se locupletam. Mais ainda do que Temer, Lula, Renan e o resto da corja, Romero Jucá, mais do que qualquer outro membro da súcia, personifica o que há de pior no país: o malfadado "jeitinho", a inteligência malversada, a desfaçatez caradura, o compadrio tradicional que se sobrepõe ao bem comum. Romero Jucá, você prova mais uma vez que é um pedaço de cocô à prova de descarga. "Parabéns".