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Não Sou Tão Boazinha Assim...
 
Nunca assisti e nem assistiria a uma tourada, mas confesso que, seja qual for a situação, eu sempre torço pelo touro – e não tenho nenhuma dó quando o toureiro se dá mal. Da mesma forma, detesto rodeios ou qualquer tipo de entretenimento humano que utilize animais. Abomino pessoas que se divertem às custas do sofrimento, ridicularização e dor alheias, principalmente, se a vítima em questão for inocente e indefesa.

Não acredito em “inveja branca,” nem em pessoas que secam pimenteiras alheias “sem querer.” O bem e o mal, apesar de se encontrarem dentro de cada um de nós, é uma escolha, e cada um pratica aquilo com o qual se harmoniza. E quando secam a minha pimenteira, não consigo apenas fazer cara de paisagem: posso não desejar o mal a pessoas assim, mas jamais desajarei o bem. Não desejo absolutamente nada, a não ser manter distância.

Sobre o perdão: quando alguém me fere uma vez, eu perdoo sinceramente; quando alguém me fere duas vezes, posso demorar um pouquinho mais, mas sempre acabo perdoando; mas de quem me fere três vezes, mesmo que eu perdoe, mantenho distância sempre que possível. Afinal, quem não agrega, a gente segrega. Acredito que perdoar não significa oferecer o pescoço ao cutelo alheio o tempo todo: é seguir em frente, esquecendo os ressentimentos, mas lembrando-se sempre de que aquela pessoa é traíra, e quem tem o hábito de trair e ferir, sempre agirá desta forma.

Acredito no livre arbítrio que cada pessoa tem de pensar como quer, falar o que quer, fazer o que quer – mas sem se esquecer de que onde começa o território alheio, termina o nosso. É preciso respeitar quem pensa diferente, por mais que a gente discorde de tal pessoa, mas isto, em território livre; dentro da minha casa e dos limites da minha vida pessoal, quem manda sou eu.

Não acredito em vítimas da sociedade; existem muitas histórias de pessoas que nasceram e cresceram em condições terríveis, mas que deram a volta por cima e se tornaram bons cidadãos. Eu acredito que existem sim, pessoas que obtém vantagens pessoais ao convencerem outras de que elas são vítimas da sociedade. Da mesma forma, e por isso mesmo, abomino todo tipo de pessoa que toca a trombeta do anjo salvador. A melhor forma de dominar um grande número de pessoas, é convencê-las de que elas são vítimas incapazes e que por isso precisam de alguém para lidera-las e salvá-las dos “malvados.”

Eu gosto de escutar mantras; porém, há dias em que eu estou bem Heavy Metal. Mas mesmo nesses dias, respeito o direito do meu vizinho de não gostar e não desejar ouvir a minha música, seja ela um mantra ou uma música do Avenged Sevenfold.

Adoro escutar opiniões alheias – quando eu as solicito. Mas mesmo ouvindo-as, eu sempre faço o que eu acho que é melhor para mim. E aprendi que opiniões na vida alheia são perigosas, mesmo quando solicitadas, mas se a pessoa insistir...

Enfim, eu sou normal. Às vezes.



Ana Bailune
Enviado por Ana Bailune em 10/07/2018
Código do texto: T6386320
Classificação de conteúdo: seguro
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Sobre a autora
Ana Bailune
Petrópolis - Rio de Janeiro - Brasil, 52 anos
2031 textos (182314 leituras)
4 áudios (625 audições)
8 e-livros (1927 leituras)
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Ana Bailune