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Que sensação é essa?

Que tipo de sentimento poderia ser esse que faz com que um corpo trema de ansiedade? Que tipo de coisa é essa que faz com que uma mão fique suando de uma forma tão estranha? Que sensação é essa?

Inexplicavelmente, uma sensação como essa é tão boa que dá vontade de se calar, ficar de olhos fechados e desejar que nada seja um sonho – e se for um sonho, que nunca se acorde! É a vontade de estar colado a tal corpo, a tal desejo, a tal vontade para todo o sempre, ou por uma infinidade que seja eterna enquanto dure. É sentir sono, diante da delícia do momento, mas não sentir a mínima vontade de dormir e viver cada segundo, mesmo sem agir ou dizer algo.

Essa sensação é como abraçar uma nuvem, tocar o céu, pisar a lua e ter oxigênio, apertar a mão de Deus sem ter morrido… Enfim, uma recompensa sem ter feito absolutamente nada, ou não dar o verdadeiro mérito ao que foi feito.

A sensação é a mais divertida possível! É sorrir sem motivo, rir sem ser uma piada, sentir-se drogado sem ter injetado heroína – não que a heroína seja uma diversão, mas Janis achava o máximo até seu último suspiro… É sentir-se criança, que vê diversão em tudo, mas ter um corpo e mente adultas que fazem coisas de adulto…

Uma sensação como essa traz vitória, apesar da simplicidade. É sentir que se venceram barreiras – até as impostas por si mesmo –, pulou obstáculos, arremessou o peso que o medo podia trazer, chegou ao maior degrau do podium daquilo que se queria conquistar… Esse sentimento é o prêmio maior!

Mas a sensação também traz culpa, medo… Culpa por ter deixado tal momento demorar tanto a se concretizar, medo por ele terminar e nunca mais se repetir… A vida é única! Momento como aquele nunca mais vai acontecer! Por isso, tentamos levar a repetição o mais perto possível da perfeição da primeira vez…

Ah, perfeição… Junta a tal sensação é confundida com amor… Amor não pode ser, é tudo tão recente, tudo tão noite pro dia… Ou pode? Confusão, misturada à perfeição da situação, é confundida com carência. Será apenas isso? Um coração não bate tanto por causa de carência! Não pelo menos como senti bater o meu e como senti o do outro colado a mim… Meu Deus! Me ajude: que sensação pode ser essa?
Luiza Araújo
Enviado por Luiza Araújo em 06/09/2007
Código do texto: T641405

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Sobre a autora
Luiza Araújo
Ananindeua - Pará - Brasil, 27 anos
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Luiza Araújo