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A MATURIDADE

O nascimento é marcado com o fim do conforto intrauterino a que somos submetidos por volta de 9 messes, ou, no meu caso, quase 10 messes; vê-se, então, que, desde minha gestação, minha vontade de vir à luz não era muito aprazível. Marca-se, ao nascer, o fim do conforto de um ambiente calmo e inicia-se a fase da vida na luz terrestre. Desde o nascimento sofremos na terra, pois tudo se torna conturbado, há excesso de luz aos nossos olhos, tudo em que tocamos, por mais macio que seja, é áspero, ou seja, o nascimento é marcado pelo desconforto por parte do feto e da mãe – ora, não digam que parir é a melhor coisa do mundo; defendo a razão, a hipocrisia deixo aos fracos.
Quando crianças, vemos os pequenos detalhes de cada coisa e, creio eu, que a fase em que mais vivemos, pois, até então, não há preocupações, estas virão mais à frente, apenas contemplamos o mundo. Ao crescer, descobre-se como a vida é de fato, que o sonho de ser astronauta é muito difícil de ser alcançado; que, nos corações dos homens há plantada a semente da podridão, da ganância, da impureza e da arrogância; que é a mesma semente que cresta a virtude na’lma, que malogra os atos benfazejos e escarnecesse o espírito. Vê-se, ao decorrer do tempo, que a verdadeira virtude se funda  na ética, porquanto a moralidade, atualmente, se encontra chafurdada na mentira, na justiça tardia e injusta, nos mentirosos que são os mais vil dos tarados morais, no retrocesso do progresso, na inversão sem lógica de valores.
Adquire-se, junto à experiência, ao evoluir, a maturidade. Ser maturo não se trata apenas de adquirir mais austeridade para com a vida, e sim obter a percepção de que é necessário humildade para reconhecer os erros e sabedoria para corrigi-los; de que o dinheiro não compra razão de vida e, muito menos, o amor de outrem Ao amadurecer, descobre-se que beijar outra uma pessoa para esquecer outra é bobagem, a promiscuidade é marcada pela imoralidade; a volúpia da vida se encontra, de fato, na simplicidade, no afeto, e no sentimento com aqueles do nosso seio familiar; a verdadeira riqueza é a prosperidade no amor. E, como diria Nietzsche, o homem chega à sua maturidade quando encara a vida com a mesma seriedade que uma criança encara uma brincadeira.
A vida torna-se, ao seu fim, um argumento válido, mesmo que haja, em seus percalços, premissas falaciosas e contraditórias, o que impedem a formação de uma tautologia; realiza-se, portanto, um axioma, cujo valor é sempre verdadeiro, embora não haja como demonstrar.
Completam-se, neste dia que vos falo, 38 equinócios de minha existência, 19 anos que escrevo essa poesia que alcunho de vida e, a cada dia que passa, escrevo um verso a mais. Deslizando no presente, construo o meu futuro; inicia-se, portanto, o começo de um fim e o recomeço de um começo, cujo fim será o ínicio da eternidade do além.
Não pedi para nascer – acho -, porém, já que aqui estou, farei o meu melhor, lutarei até o fim, pois, como diz Ruy Barbosa, maior que a tristeza de não haver vencido é a vergonha de não ter lutado. Faço minha parte para que consiga realizar meus sonhos, dentre eles o de plantar, neste asteroide azul, uma semente de amor, que será tão linda quanto à Lua, e educá-la, para que faça esse planeta florescer.
Bruno Godoy
Enviado por Bruno Godoy em 25/11/2018
Código do texto: T6511522
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Sobre o autor
Bruno Godoy
Brasília - Distrito Federal - Brasil, 19 anos
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Bruno Godoy