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Quando o coração pede socorro...

As vezes dói sentir o coração bater. Um aperto emocional explode no peito. Soa como se estivesse se despedaçando e se reconstruindo ao mesmo tempo. À noite sinto que estou caindo de um grande penhasco que me desintegra em meio aos soluços do miocárdio. Já ao amanhecer, ele fica mansinho e não me machuca, mas sei que está ali.
É angustiante pensar numa saída, numa mudança repentina de humor e em uma solução para todos os problemas. Mas mudar é complicado. Requer desconstrução de pensamentos que não deveriam estar ali, mas relutam em ir embora. É preciso um esforço mútuo para poder alcançar uma linha de chegada, mesmo sem saber onde ela está e para onde ela irá levar.
Cada um sabe o quanto é difícil reorganizar os próprios sentimentos. Lista-los, principalmente. Eles parecem ser enormes dentro do coração, e até incomodam vez ou outra. Mas, quando jogados ao vento e ditos a alguém que os compreende e sabe as palavras certas a se dizer, eles parecem inofensivos. Ainda pesam, mas não são tão difíceis de carregar.
Quando os encontros estão perto de acontecer a ansiedade e o nervosismo tomam conta. Pela primeira vez é concedida ao coração, a permissão de falar e de responder no lugar da razão. Não é uma tarefa muito fácil. O medo de se expressar e não desabar é grande. Mas é preciso lutar para vencer as batalhas dentro de si e não perder a força de seguir em frente.
Compreendo que não há uma formula pronta para resolver as questões que afetam a alma. Os efeitos não são imediatos e por isso há sessões de encorajamento, de perguntas e respostas e de caminhos a serem apontados. A vida requer um pouco de compreensão e muito de paz.
Sinto que a principal tarefa é não fechar o coração para novas experiências. É preciso deixar que alguém mais sábio estenda a mão e carregue um pouco das sensações angustiantes que as vezes não permitem passagem para as emoções. Há sempre um guia mostrando a luz por trás de tudo o que há de ruim.
Há de se destrancar o peito aos poucos, revelar feridas superficiais e profundas, aliviar-se de grandes pesos e dividir os males que há tempos fazem morada. As noites inquietantes de sofrimento precisam dar espaço para a calmaria. Ressurgirá um novo dia e com ele uma nova história pronta para ser traçada.

Quando o coração pede socorro, a mente deve ir em busca de ajuda.
Priscila Czysz
Enviado por Priscila Czysz em 22/06/2019
Código do texto: T6679124
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre a autora
Priscila Czysz
Erechim - Rio Grande do Sul - Brasil, 25 anos
50 textos (3882 leituras)
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Priscila Czysz