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[Deixou-me
como se
uma estranha
orfandade
sublimasse
os afetos]

dia e noite
deixei mãos abertas
pássaro de asas brancas
não tomou lugar:
as sementes
ainda germinam
ao calor das
palmas planas

[Relicário com a
forma de mãos de anja]

viu o solo úmido?

[Senti..]

mãos não aparam
as lágrimas,
desde então

[Mar de faróis e abismos...]

mas, as sementes,
elas, assomam
e os olhos,
não dormem:
velam
   
[As palavras nos
atraiçoam a compostura devida]

palavras deslizam
sorrateiras e rumorejantes
do limiar dos lábios
crescentes...

[Elixir da sobrevivência...]


Carlos & eduarda.


(A cada passo, uma flor, a cada movimento, um pássaro. E quando pára na ponte, as águas todas vão correndo,em verdes lágrimas para dentro dos seus olhos. - Cecília Meireles)
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marcia eduarda
Enviado por marcia eduarda em 20/08/2006
Reeditado em 20/08/2006
Código do texto: T221120


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Sobre a autora
marcia eduarda
São Paulo - São Paulo - Brasil
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marcia eduarda