Dueto : Encontros


Quando estivermos juntos, trancados em nossos silêncios,
Conjugando em lábios mútuos todos nossos versos,
Rasgaremos nossas roupas em palavras e versos múltiplos,
Revelando para o resto do mundo,
Os segredos mais íntimos de todo nosso universo...
Quando finalmente nos reencontrarmos, todo esse amor,
Seja o do presente ou do passado, será revelado...
Deixaremos que nossos olhares se abracem, se fundam,
Se digam o quanto já se desejavam,
E o quanto, até antes de agora, já se amavam,
Ainda que nesta vida nunca tenham se encontrado...
Loucos para desvendarem os mistérios um do outro,
Nossos líquidos, suores e odores, apressados,
Se fundirão em profundidade na deliciosa simbiose,
E seja no sabor, no cheiro, ou no simples contato,
Em um único segundo de pele, em apoteose,
Todo este desejo infindo será desnudado...


 
Ah! Minha doce e amada criança,
Já estava, talvez nas estrelas, escrito,
Que muito antes que tu existisses,
Que antes mesmo que tu nascesses,
Pelos desígnios dos astros, eu o sabia,
Minha musa, minha dama, tu o serias...
Que antes mesmo que tu soubesses
E antes, mais ainda, que eu te conhecesse,
Eu já era teu poeta e tu minha criança querida.
Tu és a primeira que encontrei em minha vida
E a única que existe em todo o universo,
Aquela que satisfaz todos meus desejos,
Que goza na intensidade de nossos versos
Que se deleita em me possuir e ser possuída,
Que me abraça e que me segue por meu céu,
Que me alimenta com o néctar de teus seios,
Que me confia teus sabores, sem receios,
Até mesmo teu mais íntimo, teu doce mel.
LHMignone e Aliesh Santos
Enviado por LHMignone em 24/05/2016
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