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Supempo


Eu sou um pobre fiat 147
Ela uma ferrari envenenada,
Eu com pinta de chevette
Ela com motor de arrancada.

Eu só faço barulho e fumaça
Ela faz um ronco de arrepiar,
Eu vivo encostado nas calçadas
Ela pelas avenidas a passear.

Eu já perdi o esmalte e a cor
Ela anda polida e brilhando,
Tenho ferrugem até no capô
Ela anda impecável e cheirando.

Ele pode até estar velhinho
Eu não ligo para padrões de beleza,
Ele tem o seu próprio jeitinho
Eu a sonhar com tamanha proeza.

Ele é simples e isso me encanta
Eu passo por ele querendo parar,
Ele não sabe ou bem me engana
Arrodeio o quarteirão só para ele olhar.

Ele ainda acaba comigo
Eu não paro de imaginar,
Ele na minha garagem sorrindo
Eu só olhando e a suspirar.

Somos máquinas do nosso tempo
Eu já tive os meus dias de fera,
Este nosso encontro foi supempo
Mas hoje quem brilha mesmo é ela.
CristinaRSigammeosbons e Sérgio Batista
Enviado por CristinaRSigammeosbons em 29/11/2017
Código do texto: T6185383
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre a autora
CristinaRSigammeosbons
Capelinha - Minas Gerais - Brasil
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CristinaRSigammeosbons