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Ceci compôs o soneto Chuva e Leon no embalo compôs Chuveu Amor

Chuva
Deixemos que ela lave nossas Almas!
Purifique nosso Amor!
leve embora nossos traumas
E nos preencha com seu valor...

Todos os seres agradecem
E a ela se curvam
De braços abertos recebem
A pureza e se lambuzam!

Obrigada chuva por este momento
Mais uma vez nos reverenciamos
Por umidificar nosso alento!

Deus ouviu nosso pedido
Mandou a chuva no tempo oportuno
Levando embora o sentimento aflito...



Chuveu Amor

O calor da tarde estampado no rosto
Nossos corpos grudentos e suados
O sol nos dá o seu calor a gosto
O verde seco por todos os lados.

O mundo parece um deserto,
As pessoas secas até no trato,
Quando chegamos bem perto,
Temos que fazer com muito tato.

As pessoas em geral não estão bem,
Sofrem muito pelo calor que faz,
Mas tem um outro motivo também,
Estão muito carentes de paz!

Eu e minha amada Ceci decidimos,
Contribuir um pouco à humanidade,
Por isso juntos agora partimos,
Em busca de nossa verdade.

Acordamos bem cedo na aurora,
O sol mal aponta e já esquenta.
Damos as mãos e vamos embora,
Embebidos do amor que nos alimenta.

Apesar do calor que nos aquece,
Andamos com a maior disposição.
Primeiro nos unimos numa prece.
E suplicamos com toda devoção.

Ajoelhados no gramado do jardim,
Com as mão unidas no peito,
Envoltos na mesma fé sem fim
Agradecemos por tudo que tem nos feito.

Pedimos a Mãe querida natureza,
Que mais uma vez nos dê a atenção.
Reconhecendo a sua nobreza,
Erguemos humildemente nossas mãos!

Mãe Divina que nos dá o vento,
Mas também nos dá o abrigo.
Fonte que nos dá o sustento,
A água, o sal, o trigo...

Nos quatro elementos está presente,
Em cada ser deste mundo abençoado!
A humanidade sofre pelo clima quente
Mal que ela mesma tem causado,

Muitas queimadas e grande poluição
A cada dia que passa o povo erra
Consciência ninguém lembra não,
Estamos matando nossa terra!

As pessoas estão agressivas,
Suas mentes muito agitadas,
Não podem ser compreensivas,
Suas almas estão caladas...

Falta o calor do coração,
Deixando vazia as suas vidas
Sobra o calor da estação,
Deixando as ações passivas...

Mãe, Esse casal que implora
Unidos estão em seu amor,
Pedem que transforme agora,
A forma deste imenso calor.

Que o calor que causa cansaço,
Junto com a falta de vento
Se transforme num grande abraço,
Que dissipe o sofrimento!

Que o seu milagre aconteça,
E com água refresque o chão,
E o vapor desprendido aqueça,
Nossa gente de compreensão!

Cheios de fé levantamos,
Num abraço falamos amém.
Pelas veredas secas caminhamos,
Esperando a Graça que vém!

Na longa e exaustiva caminhada,
Sem destino certo pra chegar,
A face da Ceci estava rosada,
Quando nela sentiu um pingar...

Com seu sorriso maravilhoso,
Começou a girar e correr!
O tempo se faz chuvoso!
Vamos meu bem agradecer!

As nuvens chegaram de mansinho,
As copas balançam garbosas...
A natureza despeja o seu carinho,
Em milhares de gotas preciosas!

Os pássaros alegres em revoada,
O chão seco a chuva abraça
A semente que aguardava plantada
Toma força, se enche de Graça!

Minha Ceci agradecida chora,
Suas lágrimas de alegria,
Como é lindo vê-la agora,
Com toda a sua euforia!

Seus cabelos soltos cacheados,
Seus olhos verdes esperança,
Gira feliz por todos os lados,
Expandindo seu lado criança!

Nós dois felizes e irradiantes
Juntos observamos a nova paisagem,
Nada mais é igual como era antes,
Parece até uma mágica miragem!

O verde explode em mil tons!
Os pássaros cantam em harmonia,
Ouvimos no jardim mil sons,
Formando uma bela sinfonia!

O casal que andava cabisbaixo,
Carregando a mágoa mal resolvida,
Agora se refazem em tom baixo,
Transformando a dor sofrida!

O trabalhador que só reclamava
E despejava aos seus o mal humor,
Quando chegou em casa a roupa pingava,
Mas em cada gota continha o amor...

Pediu perdão a amada pelo tormento,
Pela vida equivocada que levava,
Ela compreensiva fazendo jus ao juramento,
Logo num abraço o perdoava!

Eu e Ceci na paz regozijamos
Vendo assim tanta mudança!
Nossa missão continuamos
Na mais pura esperança!

Que todos os seres sejam felizes,
Que nossas vidas possam servir,
Mesmo sendo ainda aprendizes,
Estaremos dispostos a sempre sorrir!
Leon del Bargo
Enviado por Leon del Bargo em 11/11/2007
Código do texto: T733372

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Sobre o autor
Leon del Bargo
São Paulo - São Paulo - Brasil, 56 anos
204 textos (12775 leituras)
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Leon del Bargo