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DES-ABAFO

Quantas horas? Quantos e quandos dias ainda vamos perder por hipocrisia?
Não dá pra ficar pensando muito sem escrever pouco ao menos de vez em quando sempre! Eu prometo (que não prometo nada) que pode ser que eu jure que não tente ou mesmo faça totalmente... Só ficar sem pensar um pouco, sem ter as idéias mais absurdas, sem tentar salvas metade do mundo e de meus universos com palavras.
Emerge, cai, abstrai, dilata, escapa de tudo que nos pertence esse novo tempo, e o que a gente faz quando o que nos restava não pode ser mais feito.
Lutar não é tão em vão assim, ao menos eu mesmo estou a salvo ( até quando?).
Um pouco mais de Tarantino, sem tanta Helena de Manoel Carlos. Uma Rita Lee mais intensiva na programação, sem tanto Sorocaba, Fernando, Gustavo e o  Lima.
Um everybody todo mundo louco sem clamara a paz na frente do computador. Fazer acontecer de verdade no meu touch screen!
É tão bom, e eu agradeço pelas vezes que minha alma sai pra dançar com a vida e nem dá tempo de trancá-la. Um viva aos momentos que a própria vida grita antes mesmo de eu ter tempo de não aceita-la.
Dizer que sim, dizer que não. Tanto faz, porque interessa é o tanto que você faz!
Por mais luas vazias  e auras cheias! Por mais Beatles e menos Anittas. Mais porta retrato nas prateleiras e menos albúm criando mofo. Por mais claras em neve e menos lasanha congelada.
E alguém me diga, responda com toda sinceridade: porque elas andam quase nuas, provocam se ninguém pode chegar perto delas? Feitas de ouro? Proibidas, refinadas, de alta classe? No banheiro você faz o mesmo que eu meu bem, e somos todos rosas por dentro. Suma, desapareça da face da terra se é pra criar personagem. Só dá pra ser feliz de um jeito, entendeu?
Por mais Roxette e menos Calypso. Por mais grupos cantando em toda voz e menos programas saco plástico.
É possível? Custa quanto? Quer pagar quanto? Por mais suco natural e menos Coca cola. Por mais abraços inesperados na rua e menos caras de “não te conheço” no dia seguinte. Por muito, muito mais conversas olho no olho e menos curtidas no facebook.
Não seria tão difícil se nós entendêssemos que esse ser que o que a gente cria de dentro pra fora vai morrer, se não cultivamos ser sem o que vem de fora,  puramente nascer de dentro.
Se gosta,admita que gosta, que faz,a dmita que faz, misture as classes, brinde com todos os horrores da sua mente e as combinações mais improváveis dos seus círculos. É só assim que a gente se permite ao universo.
Não é sendo enganado por programinhas de hora marcada na minha tela plana. Compartilhando virtual coisas que você não pratica no real. É isso que vale!!! É isso aqui, carne e osso, sangue fluindo pra fora quando a gente se corta. Arranhão marcando o rosto quando a gente se fere, e mordida marcando a alma quando a gente se machuca.
Não se escondam nas sombras gigantescas (que nem se consegue ver o topo) de todos os seus sonhos, de todas as suas vontades. Hipocrisia mata, não tem vacina, o posto só te deixam de observação... E é massa, dominó, coisa pequena.
Linha, linha, deixa fluir em letra.  E só isso que estraga a terra. Nos outros planetas também deliciam-se e vomitam este mal? É como uma pílula, basta você não tomar! Tome água ao invés disso, porque logo ela vai acabar e sua sede será de gotas.
O dia, o mundo os milésimos não cabem um centímetro de minha carne para devastar todos os aplausos que eu preciso. Problema? Só se for você. E é isso, nós somos os problemas do mundo. Nós somos intrusos. Cuidado ao jogar fora, porque para o planeta não existe “fora”. A realidade de todas as criaturas é como um banheiro e eu uma garota muito apurada: apenas quero usar o banheiro, e todos também podem usá-lo desde que saibam cuidar.
Por favor, continuem sóbrios, se entorpeçam de amor e m salvem... Salvem minha vida, sério. Um apelo, uma corrida, um mar cheio de bolhas pra eu respirar. Por mais Kid Abelha e menos Nick Minaj. Salve meus sonhos ali na parede. Por mais Leminski, pessoa, Lenine, e menos (bem menos) Latino, Belo, E a “santanices” de Luan.
Mais um, mais cem castelos de carta porque eles não tem paciência e talento nenhum. Eu mesmo, só consigo mesmo consigo. Por mais piano e menos pen-drive. Por mais grisalho e menos formol. Por mais rugas e menos lábios horríveis, medonhos, horrorosos, horrendos. Por mais feiúras naturais e menos monstros feitos de botox. E ninguém sabe, ninguém, nunca vai poder te julgar porque suas histórias são outras.
Não existe saber menos, apenas saber coisas diferentes. Cuidado com a injeção e o ejetor. Nós somos os intrusos, nós somos o erro, e se para o mundo existe um problema... Somo apenas nós!
Douglas Tedesco
Enviado por Douglas Tedesco em 13/01/2014
Código do texto: T4648028
Classificação de conteúdo: seguro


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Sobre o autor
Douglas Tedesco
Tijucas - Santa Catarina - Brasil
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35 áudios (2958 audições)
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Douglas Tedesco