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O pseudo eu pós-moderno

Pós-modernidade para com o eu; não sabemos quem somos ( esta é uma verdade) quem sabe de mim é o outro (na psicanálise) somos o que não sabemos ao certo e aquela busca do eu, do auto-conhecimento se fez uma utopia, saber quem somos , ainda a frase socrática do ''Conhece-te a ti mesmo'' se tornou um uma aspiração, um desejo — uma causa nobre. Mas como viver a vida nesse absurdo de não saber quem somos? Eis uma pergunta que poder-se-ia fazer para designar o que seria o eu e, não o que é, no entanto partindo de concepções como a de Freud na qual ''quem sabe de mim sou eu'', não parece muito palpável, a meditação não traz uma resposta do que seria o eu.
Poderíamos, nesta visão, estar alguma coisa, então Heráclito no seu ''tudo flui'' poderia dar uma resposta muito coerente, o eu não sou, e sim estou e mudo a cada instante...Mas nestas mudanças repentinas (não programadas) de ''problemas sempre atualizados'' não sabemos quem se é o eu. Daí a necessidade do diálogo com o ''outro'' quando nos diz o que somos de maneira epistemicamente subjetiva tanto ontologicamente mas Freud não explica como que o outro me vê, Freud apenas diz que o outro diz o que se reconhece no que vê, e a complexidade se torna um paradoxo no ser humano como identificação com o mundo.
A ideia de que o que denominamos eu seja concreto e imutável é um absurdo, que contribui para a perpetuação dos absurdos; é no diálogo que o ser se reconhece e se reafirma no que está sendo, cada pessoa, nesse sentido , como afirmam os metafísicos é uma porção do mundo exterior, dessa maneira: A afirma através de estímulos a serem interpretados na mente de B através de estímulos, porém entre A e B há um abismo.
Fernando Grumicker
Enviado por Fernando Grumicker em 02/02/2018
Reeditado em 10/02/2018
Código do texto: T6243637
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Fernando Grumicker
Marechal Cândido Rondon - Paraná - Brasil
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Fernando Grumicker