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Cansei...

Já cansei de tentar ironizar os eleitores de um tal candidato (cujo nome causa fervor), com o óbvio. Eles não enxergam isso. Estão seduzidos, a ponto de suprimir todas as ideias irracionais que esse homem diz... Entenda isso como uma provocação, para gerar reflexão... Mas, vamos lá... Sobre essa questão do armamento é evidente que qualquer indivíduo de conduta suspeita em bairro nobre corre o risco de se tornar uma vítima da "defesa contra a violência urbana" (argumento do "cidadão de bem"), a legítima defesa justifica o assassinato daquele que é uma ameaça para o bem coletivo (bem coletivo de quem, heim? rsrs) (...) Qualquer tentativa por justiça da parte menos favorecida será esmagada pelo argumento incontestável ($) da legítima defesa. Sim, a dialética se inverterá para quem tem uma imagem polida, entenda-se isso por uma ironia à concentração financeira, só não enxerga quem finge demência ou quem está muito alienado a ponto de não conseguir usar a reflexão (ou não tem subsídios para usá-la).
Os famosos "cidadãos de bem"... Que não sou eu, nem muito pobre que está se sentindo representado por esse candidato, estão nos discursos dele. Tem que distorcer muito a realidade para ter a destreza de usar a razão (algo raro numa parcela significativa da população brasileira), e ainda continuar iludido que ele está pensando em você, cidadão comum, muitíssimo comum, infinitamente comum em escala monetária[...] Você que referi, não é o alvo de investimento dele, mas, apenas um trampolim de ascensão ao poder. "Os fins justificam os meios", uma máxima maquiavélica que guia a nossa política, não finja que nunca ouviu isso... Certamente o candidato que não vale dizer o nome, está agindo dessa forma para atrair o máximo das camadas populares, porque a elite é concentrada. Ela não se mistura. Quem vai na rua defender esse homem, quem vai aos seus manifestos, comícios, faz protestos, faz volume na internet, não faz parte dessa parcela imiscível; os coronéis não se fundem aos clientes... Quem pensa que sim, ou é um coronel ou simplesmente está passando por um processo de alienação... E certamente quem ler isso e o apoia, vai tentar distorcer tudo o que eu ponderei. Mas, só essa tentativa desesperada de mostrar que tudo o que está sendo dito aqui está errado, já prova que está certo. Ninguém que esteja completamente certo do que diz, procura argumentos para refutar uma premissa. É cansativo repetir as coisas para quem não consegue abstrair a estupidez e deixar que a razão assuma o comando de um cérebro entupido por endorfina ao ver seu mito falando asneiras. Eu simplesmente não consigo saber o que se passa na cabeça de alguém que escolhe ignorar tudo o que é desumano, e focar apenas no seu umbigo. Uma pergunta: para ter sua realização pessoal, vale passar por cima de todos os outros que também querem harmonia? Isso é aplicar o aforismo maquiavélico ao pé da letra na sua vida. É defender a não corrupção com euforia, corrompendo o outro para obter seu "direito incontestável", pura hipocrisia. E olha que nem disse do paradoxo que é proferir a palavra de um Deus, defendendo o amor à vida, concomitantemente à contraditória defesa da morte, distribuindo armas, querendo a pena de morte, etc... Não faz sentido a coexistência de coisas tão díspares ...
Que discurso mais maluco, não é? rsrs
Eu cansei. A única coisa que faço agora é torcer para que as pessoas comecem a enxergar o lado que tentam ocultar de seu "mito"...
E me perdoe se você ficou "FURIOSO" com o que eu disse. Não consigo prever o que cada um sente ao ler um texto, mas, a partir disso, sinta-se instigado à refletir alguns significados.
E não estou dizendo para mudar sua escolha. Só entendo que tanta contradição, mesmo após fontes irrefutáveis de atos odiosos, é algo que no mínimo deve ter sido refletido.. E se houve de fato reflexão e aceitação dessas coisas, fica assustadoramente claro o que as pessoas andam cultivando por aí... Sem mais.
Alexandre Alves Porfirio Vieira
Enviado por Alexandre Alves Porfirio Vieira em 05/09/2018
Código do texto: T6439961
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Alexandre Alves Porfirio Vieira
Santo André - São Paulo - Brasil, 28 anos
57 textos (2316 leituras)
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Alexandre Alves Porfirio Vieira