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O que me move nesse Natal?

O que me move nesse Natal nãos são os milhares de mensagens de otimismo veiculadas nas rádios e televisões do país, além das redes sociais todos os dias que se antecipam ao Natal. Também não são os cartões temáticos que recebo todos os anos de familiares e amigos. Nem tampouco as palavras proferidas nos discursos vazios e estéreis nas festas de confraternização que se seguem em todo o mês de dezembro e algumas até passam para o mês de janeiro do ano seguinte.
O que me move nesse Natal não são as propagandas de empresas ávidas por alcançar altos lucros com as vendas dos produtos consumíveis lançados no mercado, os quais adquirimos para dar de presente ou até mesmo para nos presentearmos (muita coisa de que não precisamos) com a desculpa de elevar a autoestima, nossa ou de alguém, mas o que conseguimos mesmo é ratificar o poderio de uma minoria de ricos em detrimento a maioria de pobres que padecem pelo o mundo à mercê da caridade de alguém ou de um grupo qualquer, religioso, esportista, político. Político sim, porque não? Afinal os brutos também amam (neste caso, só que não). Todos procurando curar algo dentro de si ou preencher lacunas que foram se formando durante o ano que se vai. A palavra de ordem da vez é ser altruísta. Praticar a caridade associada à promoção da imagem, pois é uma boa imagem que vale mais que mil palavras no nosso mundo.
O que me move nesse natal não são os banquetes natalinos fartos que vemos nas mesas das famílias mais abastardas financeiramente. Nem as decorações natalinas caras das casas, dos shopping centers, das repartições públicas, monumentos etc., que circundam os centros das cidades mundo a fora.
O que me move nesse natal não são as festas intermináveis e enfadonhas de confraternização promovidas pelas empresas ou repartições estatais, regadas a muita comida e bebida (ou não) com discursos improfícuos dos “chefes” ou de alguém que se aventura na arte de falar, alguns depois de ter tomado umas cervejas a mais. Festas que em nada lembram, na essência, o sentido de uma festa de confraternização. Descontentamentos, críticas, fofocas etc., acredito que uma adequada nomenclatura para esses momentos seria “comilança coletiva”, pois, na verdade, resumem-se a isso. Mas não importa, como dizem, o importante é que a festa de “confraternização” seja realizada e, de preferência, que não sejam cobradas as “famosas taxas” de contribuição para a festa.
O que me move nesse Natal não são os falares, nem os fazeres superficiais imbuídos de intencionalidades diversas, porém desprovidos do mais nobre sentimento que deve permear essa data tão cheia de significados, assim como também todos os dias do ano: o Amor. Não o amor piegas, egoísta, interesseiro. O Amor universal. O Amor Ágape. Aquele Amor descrito na primeira Carta aos Coríntios. O Amor que respeita o outro, que fala fundo ao coração. O Amor que ver, olha e enxerga os semelhantes e todas as formas de vida do Planeta e as mantém com qualidade. O Amor que não se contenta com um mundo tão inumano como este no qual estamos vivendo: guerra, fome, violência...
O que me move nesse Natal é saber que Cristo renasce a cada ano. É saber que o renascimento de Jesus continua operando milagres nos corações dos homens e mulheres de boa vontade. É saber que as pessoas para as quais o Salvador do mundo renasce passam o ano praticando o Amor Ágape em prol dos irmãos e irmãs em Cristo, longe dos holofotes e olhares daqueles que vivem mergulhados numa vida fútil ou voltados para o próprio “umbigo”. Defensor voraz do discurso do: “primeiro, eu, segundo eu, terceiro eu... Pessoas que não sentem falta de reconhecimentos públicos pelas ações de caridade que realizam, pois como está escrito na Oração de São Francisco: “ é doando que se recebe”.
O que me move nesse Natal é saber que eu posso te desejar um Feliz Natal e um Ano Novo de muita Paz, Saúde e Prosperidade e poder fazer, no que estiver ao meu alcance, tudo para que tenhas verdadeiramente isso e muito mais, a começar pelas orações e pedidos à Deus para que o meu desejo para com você se concretize plenamente.
O que me move nesse Natal é saber que eu posso sair da “minha zona de conforto” e ir ao encontro dos que necessitam material ou espiritualmente falando. É saber das oportunidades que o renascimento de Cristo nos traz: renascer junto com Ele. Fazer diferente no novo ano. Reescrever histórias de vida, inclusive a nossa!
E você, o que lhe move nesse natal?!


Por: *Nelson Salgueiro
Em 04/12/2018.

*Pseudônimo da autora Maria Gilda da Silva
 
Maria Gildha da Silva
Enviado por Maria Gildha da Silva em 05/12/2018
Código do texto: T6519493
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre a autora
Maria Gildha da Silva
Salgueiro - Pernambuco - Brasil, 46 anos
16 textos (238 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 12/12/18 19:04)