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Sob a mão de Eros

É egoísmo? Quando dizemos que as pessoas de hoje, ou seja, mundo contemporâneo, como chamam os estudiosos, tendem sempre a ir ou conquistar as coisas pelos seus desejos, e quando conquistam utilizam de forma banal, muitas das vezes não dando o mesmo significado ou valor para quando suas necessidades foram atendidas? Assim como uma garrafa d’agua mata a nossa cede apenas quando estamos com cede? Logo em seguida a mesma se torna descartável. Fazemos isso com pessoas, pessoas essas que inclusive farão com outras e logo entramos no ciclo do ressentimento, onde tudo é banal, rápido e fútil, onde quem ama, não ama de verdade, quem odeia não odeia de verdade e quem faz planos, esses planos não são de verdade quando colocamos em questão a durabilidade deles. Atendemos as necessidades de uns aos outros? Atendemos as necessidades de algo maior? O mundo foi criado em cima de desejos? Egoísmos?
Não podemos ter certeza de nada, quando em questão, podemos passar por cima de nossas morais e valores para conquistar aquilo que tanto queremos? Matar uma pessoa para conseguir o que quer, se necessário, em ocasião, de vida ou morte, pode nos remeter apenas a atender necessidades ligadas a egoísmos? Esse ciclo devorador natural entre o homem, animal e natureza é o atender de uma necessidade ou egoísmo superior?
Quando digo que não podemos ter certeza de nada, quero dizer que não devemos ter certeza do que nós defendemos ou opinamos, sempre tenha dúvidas de si mesmo, até porque, nunca saberá quando se trairá, ou passará por cima de si mesmo, para atender seu próprio egoísmo.

O amor é egoísta? Depende do quão ele atende à necessidade das duas partes, ou seja, se duas pessoas se amam e as duas suprem as necessidades uma da outra as duas serão egoístas com quem está de fora do romance, fazendo com que a visão de dentro tenha em mente de que as duas amam verdadeiramente uma a outra, mas a partir do momento em que o riacho da paixão seca, para uma das partes, essa mesma pessoa procurará saciar suas necessidades em outras coisas, ou até mesmo, em outra pessoa, fazendo com que para a outra parte do conjugue se sinta vítima de um egoísmo, quando no meu ponto de vista as duas foram.

O egoísmo está em todas as partes? Ele tem associação sempre com a necessidade e o desejo? Há necessidade altruísta? Que não precise descartar o outro para saciar? O amor parecia ser esse tipo de necessidade, que com o tempo, com a modernidade, sentimento de culpa, futilidade, rapidez e ressentimentos, demonstrou que pode até ser que tenha, porém raro, e se existiu, já se foi. Os medievais, comparavam o amor como uma doença da alma, porque levava o indivíduo a morte pela outra pessoa, se sacrificar não atende sua própria necessidade e sim de outra pessoa, hoje, vale a pena se sacrificar por alguém que supostamente te usará e te descartará? Esse medo talvez possa explicar a futilidade desse amor contemporâneo, que para mim é apenas desejo, paixão... porque amor de verdade, talvez tenha morrido com aqueles que morreram por amor.

Mas e a necessidade ou desejo altruísta, ele existe? Talvez os religiosos podem nos responder, tendo em vista que a caridade sempre é passada com o argumento de que não queremos nada em troca, porém, no fundo no fundo ainda há aquela promessa das virgens ou um céu farto de paz sem dor pela eternidade, o que me parece muito bom.

A natureza nos colocou aqui para nos descartar depois? Podemos descartar o sol quando pudermos fazer alguma fonte de energia que não nos deixe sucumbir em ruínas de gelo? Ou até mesmo o nosso planeta quando acharmos outros habitáveis? O ser humano jamais se contentará com o fato de que ele assim como todas as coisas são passageiras, e com a vontade de ser imortal e acima das coisas acaba por fazer de tudo em sua volta algo “descartável” como se nós tivéssemos controle de tudo, ou, o desejo de controlar tudo o que tocamos, que mais uma vez é movido por um desejo, por uma necessidade, necessidade de correr da verdade, verdade essa de que um dia deixaremos de existir.


O AMOR, é egoísta?

Podemos descobrir, se é egoísta ou não, veremos, mas que é seletivo, eu tenho certeza. Visando as palavras de Platão, quando diz que o ser humano é atraído pelo belo, e que o belo está relacionado ao amor, isto já nos dá uma ideia de que sim, o amor pode ser egoísta. Todos os animais selecionam seu parceiro para aperfeiçoar os melhores atributos de sua cria, com o homem não é diferente. Desejamos aquilo que nos atrai, que nos enche de vontade, e logicamente falando, este algo nunca é feio ou asqueroso, mas belo, no sentido dos olhares de quem vê, e mesmo assim, sempre há o padrão de belo, algo que de forma universal todos acharemos bonito, e isto já é uma forma de seleção.
O amor está ligado ao que é belo e trágico, porque tudo o que termina em tragédia é mais bonito, e assim é o amor, na medida em que chega ao fim, pelo menos em muitos dos casos até com a morte se depara, e isto é bonito. Com a relação do amor com o indivíduo, isso é egoísmo? Logicamente falando. Diodima em o Banquete de Platão, vai dizer que o amor é como uma linha que atravessa as agulhas que somos nós, agindo de forma inconsequente e independente, ou seja, não está em nosso alcance. Esta mesma força vai tentar através das gerações fazer com que o mortal se torne imortal, e consequentemente, não fará escolhermos o feio, ou o limitado, já que o mesmo transcende para além dos parâmetros. Oras, porque eu escolheria uma parceira sem bico, eu sendo um pássaro, se a minha espécie precisa bicar o tronco para continuar a viver? Por que eu escolheria um homem feio e com costumes ruins, se eu posso escolher outro forte, de cabelo liso, sorriso esbelto e rico? Já que se precisa de dinheiro para sobreviver? Você continuaria com seu amado (a) caso este tivesse sofrido um acidente? Te limitando de todas as coisas e ao mesmo tempo perdendo o aspecto físico pela qual você teve desejo no início?  É uma forma egoísta de seleção? Creio eu que sim, e todos nós estamos sujeitos a isso.
Sendo assim, sim, em determinada etapa, escolhemos por que nos apaixonamos, até que esse sentimento foge de controle. Com tudo, o amor age de forma inconsequente, do ponto de vista do amor, o próprio amor em si, é egoísta, porque o mesmo não te pergunta se queres continuar a viver, ele simplesmente te surpreende, te faz desejar, amar, e morrer pelo amado (a), como um vírus, que não te pergunta se queres continuar a viver, ele te surpreende, te faz adoecer, ter sintomas incontroláveis e morrer, apenas para continuar a sobrevivência dos microrganismos que se instalaram em você. Sim, o amor é egoísta.
Certamente não se pode falar de amor sem falar de paixão, porque é certo que pudesse afirmar, que existe paixão sem amor, mas discordo se disser, que existe amor sem paixão, sem admiração, sem querer, sem prazer.... Então é certo que paixão está inteiramente ligada ao amor, pode ser seu estágio inicial, ou, um artefato/artifício que o amor utiliza para infectar o amante. Porém falando em egoísmo, a paixão pode ser o sentimento mais egoísta entre todos esses. Que olhando pelo ponto de vista de Nietzsche, quando você se apaixona por alguém, na verdade você se apaixona por si mesmo, pois, é bom para você estar do lado do amado ou amada, você se doa esperando receber algo em troca, e se não recebe, logo se queixa, isto é, acima de tudo um modo egoísta da supremacia do Ego, querer ser paparicado ou o centro das atenções da pessoa que você escolheu para te seguir, como se você fosse a estrela do norte do amado.

É o amor quem faz a vida ou é a vida que faz o amor? Se olharmos pelo ceticismo onde todas as coisas vieram do acaso, como apenas um conjunto de poeira, este mesmo foi bastante cuidadoso ao gerar a vida, e no cuidado á amor, pode se dizer que houve amor na geração da vida.

 Nelson Rodriguez acertou quando deixa dizer que existe amor até mesmo no desejo que pinga, que na verdade é onde o mesmo tem início. Em o Banquete de Platão, dissera que o amor é como uma linha que passa entre nós que somos as agulhas, uma força independente, autônoma e livre.... Inclusive, que o amor é a força que faz do mortal se tornar imortal através das gerações, então podemos dizer que sim, é o amor que gera a vida. Se pararmos para pensar em aborto, talvez devesse considerar, que estaríamos interrompendo todo este processo na metade.

“Sexo por sexo também é amor” as pessoas ficam boquiabertas quando me ouvem afirmar com clareza tal frase, isto porque. Se partirmos do pressuposto de que não existe amor no “sexo limpinho”, vamos afirmar que é muito mais fácil pensar em “sexo sujo” com o amante, porque o próprio sentido da palavra “amante” é errado quando estamos de conjugue. Sendo assim, o amor está muito mais para os amantes do que para os casais, porque primeiro de tudo, casamento é apenas união de bens materiais, e se existe material no qual o amor se manifesta, não é em automóveis e nem em imóveis, mas sim, no desejo, sexo e a criação da prole. Há quem diga que o amor, paixão e desejo não são a mesma coisa, mas depende do ponto de vista, pois é “amor” quando nos convém, e quando não, dizemos que foi só “paixão”.
 A confusão acontece porque sempre tentamos enxergar uma luta entre o bem e o mal, porém, quando se trata de amor, estamos diante de uma batalha do bem contra o bem. Portanto não existe quem entenda mais sobre tédio do que os conjugue, e não há quem entenda melhor de amor do que os adúlteros.

O Desejo:

A medida em que o desejo pinga, a moral fica para segundo plano. “Meu sonho é ter uma família, é casar com o homem/mulher dos meus sonhos, é ter meu emprego, minha casa e meu carro, ah... sem esquecer, de Deus”. Mas na primeira oportunidade de xavecar aquela mulher de pernas suculentas ou aquele homem do cabelinho bonito, estilo padrãozinho, se atira feito uma flecha em direção ao alvo, certo? A moral é um tipo de máscara social para esconder aquilo que realmente queremos? Porque não falamos de Deus quando a beleza nos chama atenção, não pensamos em “a pessoa certa para mim”, quando o desejo fala mais alto, ah, vamos lá, todos nós somos assim. A mesma pessoa que disse uma vez “meu sonho é casar” disse também que “ninguém é de ninguém”. Em qual dessas frases você acha que ela foi mais sincera? Casamento é apenas união de bens, que nada tem a ver com sexo, desejo e amor. Para aqueles que se dizem “cristãos” ou que seguem alguma religião, quando apaixonados, só falam em casamento, justamente para gozarem do prazer do sexo, isso se não arrumarem uma forma de gozar antes e abandonar seus parceiros posteriormente, porque já supriram seus desejos.
O dia-dia do casamento enjoa, satura, na verdade? Ninguém quer casar, todos queremos mesmo é morrer de amor, e talvez o casamento seja uma prova disso. Porque na verdade, ninguém se suporta, ninguém se atura por muito tempo, o desejo vem, avassala, derruba, deturpa, confunde, une, cria e depois vai embora, como a gaivota que segue o horizonte no pôr do sol, ou a cachoeira que se esgotou, a estrela que morreu e a arvore que caiu.
Parece que nos comparo ao animal quando digo que o desejo vem e vai, achamos o parceiro (a), usamos, e deixamos ir, a cara do desejo? De certa forma, a única coisa que nos diferencia do animal seria a consciência de criar diferentes tipos de moralidade para atrasar ou fingir que não é assim que se reproduz, quando de fato é, não me veja mal, mas, quantos de nós temos os pais separados? Não o conhecemos, ou sentimos alguma falta de amor materno ou paterno? Porque um dia, anos atrás, os dois foram sucumbidos pelo desejo, se usaram, tiverem a prole, e se foram, cada um para seu habitat, como os animais das savanas, que dançam para acasalar, reproduzem e partem. Existe mesmo esse vínculo materno?
Se você que está lendo tem ainda seus pais, que não são aterrorizados pelo medo da separação e do socorro pela liberdade individual, és uma pessoa de sorte, e quer saber? Talvez a moral tenha construído isso, pois é, talvez a moral sirva sim para alguma coisa, que funcione para aqueles que fizeram funcionar.
O desejo vem em constante briga com a moralidade, a briga interna do que é certo e errado, o certo para quem? Errado para quem? Existem aqueles que se desligam da moral, como é chamado o mundo contemporâneo e criamos as relações líquidas, pessoas depressivas, onde nada é para sempre e tudo se acaba muito rápido. E existem aqueles que se entregam a moral, pecando algumas vezes, “já que Deus perdoa”, e se aproveitando dos pequenos buracos de desejo que surgem de olhos em olhos para saciar o tesão adolescente e o tédio da carne. Ou simplesmente sofre a vida inteira por não ter sido selecionado (a) por ninguém. Talvez porque sua aparência não seja a que eles ou elas procuram, ou porque Deus não o “abençoou” ainda.
“Sonho com a pessoa boa ao meu lado” a mesma rejeitou o feito, um candidato que tinha tudo para faze-la feliz, humilde, carismático, dócil, amigo.
“Quero uma mulher fiel ao meu lado, que me respeite” mas olha para o rabo de todas as que passam na rua, como um assaltante a espreita da primeira vítima.
Porque a medida em que o desejo pinga, a moral fica para segundo plano.

A Moral:

A moral é egoísta? Talvez, mas posso dizer que a salvação é individual. Não convenceu? Então vamos lá, o meu maior pesar sobre a máscara que sufoca o desejo é a falsificação do caráter que a mesma trás, basta vestí-la, e já se sentira melhor do que os outros, apenas por achar que erra menos por algum ponto de vista metafísico, ou, apenas pelo vazio da espera de um milagre recheada por uma vaidade de porcelana, que se quebra quando o desejo bate na porta, vamos lá, é muito mais fácil pagar de bom (a) moço (a) enquanto imagina a erotização da mulher do próximo.
No fundo não está à espera de um milagre, está sim à espera da realização do desejo que o faz babar em cima de carnes frescas, afinal, dádiva maior do que o prazer não há, e talvez esse seja mesmo o presente divino que todos nós esperamos.
Portanto a vaidade, soberba e mentiras são máscaras usadas para esconder os desejos de uma moral egoísta.

SEXO:

Ah, sexo, o objetivo final de todas as coisas, será? Ah quem diga, que tudo o que fazemos na vida, no fim, é para estar no conforto úmido entre as pernas de alguém, bobagem? Acho que não, a quem diga que existem pessoas que não gostam de sexo, ainda que existam, eu nunca as vi, portanto posso resumir, que todas carreiras da vida no fim estão à procura de um bom sexo, dizendo primeiramente que na verdade é a busca por status, dinheiro e poder? Todos esses três trazem sexo, e se você já tiver sexo, não acordará no dia seguinte preocupado (a) com suas conquistas, mas com um sorriso de orelha a orelha por ter gozado na noite passada. É claro que existem aqueles que mesmo gozando todas as noites entram na real depressão do vazio existencial, já que tudo é raso demais, tem com muita facilidade em suas mãos os dardos certeiros do número alvo.

Existem aqueles, que para conseguir sexo se entregam até para casamento, os que se prostituem e os que “escolheram esperar”, aqueles que mentem como se isso não fosse a coisa mais importante, mas que de fato é, dá para ver em seus olhos, e aqueles que por não ter o parceiro se contentam com a masturbação, talvez ser virgem ou não para esses de no mesmo, não é verdade?

Ah também aqueles que romantizam o sexo, como se fosse a conexão entre a carne, sangue e espírito, algo tão precioso assim como o prazer, tinha mesmo que ter algum sentido espiritual, já que tudo o que é bom e não entendemos nunca é feito por nós, mas por algum tipo de “deus”, o legal é que sexo dá para entender. E não me leve a mal, também gosto dessa parte da conexão metafísica, já que não suporto coisas sem toque romântico. Sendo assim, o sexo é a forma do amor se materializar, do sentimento atravessar os planos e se manifestar no físico, é a maior forma de dizer “te amo”.

É por esta causa que volto a afirmar, que sexo por sexo também é amor, a confusão só acontece por eu não enxergar o amor como algo tão “bonzinho” assim, pelo contrário, o amor é selvagem, maquiavélico e sem escrúpulos mesmo, ainda que não há razão para acreditar nisso.

Sexo com quem se ama é diferente do sexo por prazer, de fato é, porque o cérebro está programado para se sentir melhor quando as excreções são trocadas com quem se ama, envolve confiança, segurança, conforto, abrigo e uma série de outros sentimentos que nos fazem diferenciar do sexo por prazer, mas o fato é que os dois são sexo, a forma de reprodução é a mesma, talvez se não tivéssemos chego ao mundo civilizado, nunca teríamos conhecido o “sexo com quem se gosta” mas apenas o “sexo por prazer”, e por fim toda a burocracia da conquista romântica seja um fetiche da bestialidade da reprodução.

BELEZA:

 "Foi amor à primeira vista", disse alguns, que eu tenho certeza que foram atraídos pela beleza, seja ela qual for, por como já dizia os textos antigos, a beleza atrai, e nessa linha, veremos que é como um imã que suga todos os parafusos à solta, mas que só tem buraco para alguns. Me arrisco a dizer, que os belos costumam conquistar tudo com mais facilidade, seja conquista financeira, pessoal, individual... tudo porque chama mais a atenção de quem está a oferecer. Me arrisco a dizer também, que os belos encontram mais rápido o amor da sua vida, muito mais do que aqueles que precisam do dinheiro para moldar sua embalagem, e a quem diga que dinheiro não compra tudo, de fato não compra, mas engana-te se disser que dinheiro não compra amor verdadeiro, te digo que sim, dinheiro, compra até amor verdadeiro.
"mas, e a beleza interior." Falácia, a beleza externa importa tanto quanto o casaco de pele na noite de inverno, ou o vinho na taça em véspera de ano novo. Até que conheça a "tal" da beleza interna, já se apaixonou, já utilizou, gozou, e descobriu que não a beleza interior, porque talvez ela nem exista.

 E se tiver me dizendo que beleza interior se trata de bons modos, entraremos mais uma vez em demonstração da qualidade do produto para ser selecionado (a) por alguém, desejo, egoísmo e sexo novamente, ainda sim, te causará atração por ser belo, até porque, depois que usamos a beleza exterior, esfregando nossas partes íntimas naqueles olhos azuis, naquela barba feita ou naquele batom brilhante, o produto vai precisar nos prender com alguma beleza que ainda não vimos, com artimanhas e inovações,  para nos convencer a não jogarmos no lixo e comprarmos outro produto.

Porque somos todos produtos do mercado dos desejos, e acredite, o mercado está sempre cheio.

 O belo está relacionado a paixão, pois é da atração que surge o desejo, depois de apaixonado (a) tudo se torna belo no amado (a) e depois que o desejo seca, tudo se torna feio, ainda que o indivíduo seja a beleza em forma de gente, existem aqueles que não resistem, continuam se humilhando apenas pelo fato do amado (a) ser belo, acorrentado pela beleza? E tem aqueles que por falta de beleza, se sente mais confortável em desapegar, sujo não acha? Mas o amor é assim, quem disse que o mesmo não era cruel? Estamos sempre tão acostumados a dizer que o amor é lindo, e nos esquecemos que nem tudo o que é belo é bom, portanto somos atraídos, esquecidos e humilhados pelo egoísmo da beleza, que só favorece a quem é belo ou ao que for belo.


O AMOR ROMÂNTICO:

O romantismo é o tempero dos contos, é a magia que deixa mais leve o esmagador pesar do cotidiano, é o que dá cores aos dias nublados, e o que faz o sol refletir na janela, ainda que não haja sol, mas é também um dos maiores socos no estômago que a vida pode nos experimentar, pois é quando o mesmo não tem razão para existir, mostra à tona a dura realidade do  dia-dia, maçante é a vida sem paixões, a quem diga, que a vida só encontra sentido quando está apaixonada, ou, se sente mais viva exatamente por perder os sentidos, contradição entre dois termos, a clássica briga entre os deuses Eros e Ágape, o desejo e o amor universal. É no mais alto grau de melancolia que estão as mais bonitas histórias de amor, aquelas que só são lembradas quando morrem de amor, pois tenho para mim, que a morte é uma das maiores provas de amor "Jesus Cristo mandou lembranças "

Portanto deixa claro que um bom romance envolve sempre uma tragédia no final, um amor interrompido, a descoberta do amor em meio a solidão e a original e velha sátira dos contos de fadas, onde se vivem felizes para sempre, porque o romance almeja a eternidade, é o desejo pelo eterno sabendo que um dia tudo se vai, e é exatamente o chocar com o muro da realidade o que faz os romances serem tão desastrosos, ainda que belos. É o sonho inalcançável da fuga da solidão. Realidade essa, sombria, para aqueles que por diversas frustrações, encontram a liberdade na solidão, porque proveito dessa vida maçante e sem paixões tínhamos que encontrar.

Você prefere a solidão da liberdade ou a cadeia de uma companhia? Pergunta que costumo fazer para os meus ouvintes, porque se sabes que não existe liberdade na companhia de um amor, mas sabe-se que existe a cadeia de si mesmo, quando temos liberdade demais para nos prendermos na solidão, o medo da liberdade nos torna reféns das correntes dos nossos próprios pesadelos, portanto sempre buscamos ser presos por alguém, para que o amor tenha a responsabilidade de cuidar da gente, no entanto que é arrasadoramente difícil cuidarmos de nós mesmos.

O romance, portanto, nos venda, é uma solidão cuidando de outra, com cuidado, para que uma nunca se sobressaia sob o conforto de "você não está só" quando na verdade, todos nós estamos, basta tirar a venda, e verás que é exatamente o que os desastres dos romances nos mostram quando eles acontecem.

Ah ainda, métodos loucamente mais solitários e nitidamente tristes, quando o romance nos faz amar aquele (a) comprometido (a) ou aquele (a) distante, o bom e melancólico "amor platônico" no sentido popular da palavra, é a forma mais insana de fugir da solidão da liberdade, amar sem correspondência, sofrer por quem não se tem, e morrer por quem não morreria por você.

A VAIDADE:

Em Breve...

A ETERNIDADE:

Em Breve...
Amorelli
Enviado por Amorelli em 11/01/2019
Reeditado em 22/01/2019
Código do texto: T6548793
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Amorelli
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil, 22 anos
5 textos (68 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 23/01/19 22:21)
Amorelli