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Sobre Jamais Derramar o Vaso de Hermes

Derramar o Vaso de Hermes seria, em meu ponto de vista, a busca incessante pelo prazer como passatempo, ao invés de aproveitar-se a energia mágica elétrica do espírito do iniciado nas buscas por ascensão espiritual e reconstrução.

Seria um apelo ao abandono da masturbação, em busca de orgasmo sexual por voltar a ociosidade em trabalho de fazer o bem, e temperar o próprio espírito em altruísmo e solidariedade.

Atualmente, esse é um ponto polêmico entre muitos de nós iniciados. Digo isso pois o hedonista, ou seja, aquele que busca pelo prazer como rotina ou simplesmente o homem comum, não preocupa-se com uma ascensão espiritual. Contentam-se com mediocridade espiritual, catando pregações curtas, motivações egocêntricas e falácias de prosperidade material, tal como elogios em redes sociais em frases de 144 caracteres, pra parecer adequado e nada cansativo. Reformula um conceito de  "bom" como algo simples e vazio e não se aprofunda dedica. Quer pra agora sem esforço. Sem sofrer. E o quer por "querer".

A ascensão espiritual do iniciado requer uma trilha. Algo que vai além do conhecer entre literaturas. Algo prático. Meditativo. Uma trilha que leva a sofrimento e sacrifícios de prazer por um bem maior. Holístico.

O chamado é pra todos. Porém, muitos de nós, incluindo eu, falhamos nessa tentativa de ascensão espiritual por mundanismos que vão desde apegos materiais, necessidades sexuais hedonistas e libidinosas, gula, avareza, consumismo fútil, inveja ou cobiça ao que é de outrem, mentiras pra benefício próprio, calúnias e difamações alheias, iras e contendas.

Para atingir-se um estado superior é necessário entender a necessidade de separação. O espírito do homem superior não é livre deste mundo sem a prática de exercícios e meditações e anulações de mundanismos. Digo isto porque hoje já existem diversos esforços midiáticos mundanos contra a elevação e ascensão. A mais completa coleção de bugigangas espirituais e falácias lógicas alienistas e corruptoras de caráter. Pregações de riqueza sem partilha e sem altruísmo ou desenvolvimento conjunto.

Tudo isso faz-me lembrar de umas palavras de Cristo:

 "Onde está seu tesouro, ali está seu coração."

"Não ajunteis riquezas onde a traça e a ferrugem destroem"

Comparado ao desprendimento de mundanismo que Sidarta Gautama passou isso mostra a unidade entre os dois guias e confirma a necessidade de desprendimento material, pois Ele abdicou-se da luxúria e do trono por uma propósito maior: a ascensão e iluminação.

Outra coisa é que a névoa espiritual ou ruído que nos impede focalizar é justamente a vida comum. Quem trabalha pra comer e vestir, sabe o que nos desconcentra do espiritual. Portanto, o ônus do trabalho, que é a materialização do dinheiro pra trocas, acaba por drenar a força espiritual que busca a elevação. Consequentemente, o corpo adoece, o espírito enfraquece e paranóias e doenças psíquicas surgem em ecos ao ponto de muitos de nós acabamos por aceitar fármacos pra auxiliar no controle das emoções. Aí, o hedonismo alheio acaba por afetar-nos pois o sofrimento não produziu a esperança nem fé. A cura da alma é terceirizada pra uso de supressores químicos.

Por último, e encerro este texto aqui, cuidado com a "normose". Aceitar algo errado porque ficou "comum", pois a corrupção de caráter é o maior inimigo do iniciado. O mau espírito atraí vibrações negativas de toda sorte. A entropia é desfavorável pra ele. Surgem mágoas e está suceptível a ira e a perda do autocontrole.

A normose esvaziaria o iniciado facilmente seduzindo com o apelo de que "é mais fácil...", "todo mundo faz...", "nada a ver..." e outros sofismas que culminariam num esvaziamento por motivo fútil. O iniciado deixa a busca e parte pro efeito hedonista imediato.

A vida é feita de momentos. Sobe-se pra decifrar e obter segredos. Desce-se aplicar conceitos e melhorar nossa forma de viver. Tudo que sobe, desce, porque o arquiteto quis assim. Não é tempo de ficar apenas lá em cima. O alpinismo espiritual continua. O que aprendemos de graça, de graça repassamos
Glaussim
Enviado por Glaussim em 08/09/2019
Código do texto: T6740117
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Sobre o autor
Glaussim
Santana do Paraíso - Minas Gerais - Brasil, 34 anos
71 textos (1532 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 16/09/19 19:46)
Glaussim