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O Egito é aqui: a urgência da páscoa brasileira.


Nesse domingo os brasileiros comemoram a Páscoa, porém muitas famílias não tem o que festejar, pois ainda choram a perda de seus familiares. Em algumas casas, nem família existe mais.

A média móvel de mortes pela covid no Brasil nos últimos 7 dias está acima de 3000. Um número dramático e assustador que ronda a casa das famílias brasileiras. Ademais,  o país está sem rumo e guiado por um anti Moisés.

Comemoração realizada por Judeus e Cristãos, a Páscoa significa passagem. Para os Judeus, a festividade comemora a passagem do povo da escravidão do Egito para a libertação rumo a terra prometida. Por seu turno, para os cristãos, a páscoa significa a ressurreição, ou seja, a passagem da morte para a vida. Contudo, os cristãos veem a pácoa judaica como uma espécie de metáfora do sacrifício de Jesus no Gólgota ( lugar de sofrimento).

Parece irônico, mas o povo brasileiro vai comemorar uma festa cheia de símbolos de liberdade em meio a opressão de um governo que se diz judaico-cristão. Um líder que está longe de ser um moisés libertador e, menos ainda, um Jesus que semeia vida e paz.

Esse governo, que acredito estar de passagem, recita de maneira pródiga o versículo bíblico “conhecereis a verdade e a verdade vos libertará”, mas, na verdade, dissemina mentiras e desinformação a um povo sofrido e carente de libertação.

Na páscoa judaica, muitos jovens e crianças foram salvas da morte porque o seu líder (Moisés), assumiu a responsabilidade de orientar às famílias sobre os procedimentos necessários à preservação da vida. Acreditando em seu líder, o povo seguiu os “protocolos”, inclusive, o ritual de aspergir sangue de cordeiro na entrada das casas, ato que foi determinante para a salvação de suas vidas.

A tradição da páscoa faz parte do DNA do povo judeu. Dessa forma, até hoje, realizam o ritual de comerem os pães ázimos – pão sem fermento, apenas com farinha e água – este pão, também chamado de matzá, simboliza a pressa do povo quando fugiu da escravidão. Alíás, é justamente essa pressa que está faltando às instituições para afastar o anti messias da presidência da república.

Destarte, o nosso pão ázimo é o Impeachment; não podemos esperar mais 2 anos debaixo da opressão e da irresponsabilidade do nosso faraó tupiniquim. Se as instituições demorarem muito, o povo pode se tornar escravo por tempo indeterminado, pois um espectro ditatorial e criador de diversos tipos de pragas nos ronda.

"Este não é tempo para egoísmos, pois o desafio que enfrentamos, nos une a todos e não faz distinção de pessoas". - Papa Francisco.


Albertino Ribeiro
Albertino Ribeiro
Enviado por Albertino Ribeiro em 03/04/2021
Reeditado em 04/04/2021
Código do texto: T7223085
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Albertino Ribeiro
Campo Grande - Mato Grosso do Sul - Brasil, 53 anos
32 textos (630 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 18/04/21 06:38)