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Sou um macaco sim

Eu não pertenço a esse tempo
Não pense que vou concordar
Com as premissas hipotéticas
Do velho ou do novo testamento!
Não há ali um ponto que não
Haja questionamento!
Não dou a mínima se o inferno é quente
Não busco o céu como um demente
Sou um macaco sim
E desse jeito inconseqüente
Um dia como tu, também terei meu fim!
Se aos teus olhos pareço um delinqüente
Não tenha pena de mim
Saiba, porém, que serei contigo condescendente...
Jamais te julgarei como um ser impotente
Direi que és; apenas um carneiro...
Tu e toda essa gente
Fingindo acreditar num algo onipotente
Seguidor do nada, alma carente...
Busca o além, e deixa de viver...
O que está à sua frente!
 
Tu que vai a igreja
Repara o quanto bocejas
Durante a pregação
Cansado de somente ouvir
O quando Ele vai vir
Para te dar a redenção!

Não haverá salvação
Espíritas, macumbeiros, hebraicos...
Ateus, budistas, mulçumanos...
Caretas, viciados...
Estão tão condenados
Quanto tu cristão!

Não há caminho
Ao sucumbir estaremos sozinhos
Nada de anjos com suas trombetas
Nada de mil mulheres mostrando
As bocetas!
Satisfaça-se em viver
Pois a morte é o fim do querer!

Raul Sidarta
Enviado por Raul Sidarta em 24/11/2007
Código do texto: T751385
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Sobre o autor
Raul Sidarta
São Paulo - São Paulo - Brasil, 49 anos
47 textos (14807 leituras)
1 áudios (88 audições)
2 e-livros (196 leituras)
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Raul Sidarta