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Entrevista com o Poeta, Músico e Radialista Luiz Gareau



Convido aos leitores, recantistas ou não, a conhecer um poucoda vida do poetas, m´sucio e radialista Luiz Gareau"

FB - Esta primeira pergunta faço para todos os entrevistados, como foi sua infância? Já existia nos primeiros anos de sua vida pretensões artísticas?


LG - Pelo que eu me recordo, olhando fotos da época, eu fui uma criança amada pelos meus pais Mercedes e Armando e também por minha irmã Marlene que é mais velha que eu 16 anos. Eu não vou esconder que eu era um menino emburrado e sério. Quanto às pretensões artísticas, já era previsto. Meu pai, além de contador, guardava livros naquela época, ele era artista plástico e cenógrafo, trabalhando algumas vezes nas peças teatrais de Procópio Ferreira e Bibi Ferreira. Foi autor de várias peças teatrais inéditas que se perderam pelo tempo. Minha irmã Marlene era pianista formada no Conservatório nacional de música. Meu tio Tales Moreira, irmão de meu pai era violonista, mais tarde veio a ser meu professor de violão. Acabei estudando piano em função de minha irmã no conservatório nacional de música, mas abandonei os estudos com quatro anos, e fui para o violão.


FB – Você atuou como arquiteto e engenheiro civil antes de se enveredar definitivamente para a carreira artística, embora eu ache que estas duas funções exija também criatividade e sensibilidade nas criações, a função de engenheiro tem o lado industrial da coisa que é meio maçante. Você gostava desses ofícios? Chegou a ter alguma ansiedade para que esta transição acontecesse logo ou foi uma mudança tranquila?


LG - Meu irmão mais velho Oswaldo Moreira era arquiteto e engenheiro civil, sócio da Construtora Maracanã, que eles tinham na época, meu pai era também contador da empresa e meus raspões de escola eram as plantas, projetos de arquitetura, engenharia e utilizava o verso em branco e cortava fazendo aqueles blocos para que fossem aproveitados por mim nos versos como rascunho no colégio. Evidentemente, isto contribuiu bastante e me direcionou e aprimorou minhas aptidões para esta vertente.


FB – Você participou do movimento da “Jovem Guarda”, como a música entrou em sua vida e como foi esta época desse estilo musical que parou o Brasil?


LG - A minha participação no movimento Jovem Guarda foi mais como ouvinte e fã do que como artista, eu era muito jovem ainda. Escutava Roberto Carlos, Erasmo Carlos, Golden Boys, esse pessoal todo da Jovem Guarda. Do lado da minha casa, morava em um prédio, construído pelos meus pais e meu irmão que fazia divisa com uma casa velha, bem antiga, típicos casarões. Nos fundos morava um cara que era mecânico de motocicletas, aquelas Harley Davidson. Na frente da casa morava a família Golden Boys e Trio Esperança, eles cantavam o dia inteiro. Pessoal que estudava de tarde cantava de manhã em casa, o pessoal que estudava de manhã, cantava de tarde. Era o dia inteiro escutando, isto me influenciou bastante. Eles cantavam de lá, eu cantava de cá, era divisa de muro. E mais interessante ainda é que o Tim Maia tinha moto, ele frequentava lá por causa do Trio Esperança e acabou conhecendo o mecânico que fazia manutenção nas motos dele. Esta foi a minha influência na época da Jovem Guarda. Tocava violão, já ensaiava, já tinha algumas canções escritas de forma bem rudimentar, sempre influenciado por aquele movimento.


FB – Ás pessoas que se interessam por música boa, acredito que apreciam este movimento da “Jovem Guarda”, mesmo as pessoas que nasceram depois. Muitas músicas foram regravadas, e jovens de 20 e 30 anos cantam estas canções que consagraram artistas que estão em atividade até hoje fazendo seus shows e sendo requisitados em programas de TV. Acho que a “Jovem Guarda” tinha a receita da qualidade aliada à simplicidade. Você também enxerga dessa forma?


LG - O movimento Jovem Guarda apesar das músicas serem bastante simples, não chamaria de brega, não era propriamente brega. Era um rock bem popular, fácil de tocar, fácil de entender, fácil de tirar a música. Eu tinha conhecimento musical, tinha um ouvido muito bom, eu tirava com muita facilidade. Ás músicas eram fáceis, as letras eram fáceis, ritmos fáceis de tocar. E com certeza, até hoje, porque é uma música de qualidade. Apesar de serem simples, bem simples, nada de produções com arranjos mirabolantes, eram letras com conteúdo, diferentemente de hoje, não é mesmo? Complicado! Tem espaço para tudo, mas o sertanejo é tudo a mesma coisa, tudo igual, tudo igual...Mesmo arranjo, mesma voz, mesma entonação, você não sabe direito quem está cantando, se é fulano, ciclano ou beltrano porque é tudo igual. Os ritmos são todos iguais, realmente é complicado. Eu tenho muitas músicas daquele tempo, que eu gravei, tenho nove CDS gravados. O primeiro se chama “Anjo da Noite”, são músicas bem românticas que relembram aqueles tempos, acho que é de 2011.


FB – Você comanda no rádio um programa chamado “Só Toca Brega’, que era exibido também na nossa querida Rádio FMG, do Sr Flávio Martinez, que está fazendo falta para todos nós”. Porque certo seguimento da sociedade ainda tem preconceito contra a música popular? Para mim, por exemplo, Odair José e Chico Buarque são dois artistas fantásticos. Acho que ambos são valorosos em seus estilos e contribuem para nossa cultura. Claro que tem coisas ruins realmente, mas não se deve inferiorizar algo só porque a pegada é mais popular. O que acha disso?


LG - A proposta do programa “Só Toca Brega”, que eu já tinha em Brasília, fazia nas rádios comunitárias, eu passei uns tempos por lá. Chamava “Programa do Brega”. Quando foi lançado na Globo o programa “Só Toca Top”, resolvi mudar o nome do programa. Eu já tinha parado de fazer o programa em Brasília, e tive a ideia de fazer o programa no Rio, depois fui convidado pelo Martinez para fazer um programa em sua rádio, através de uma pessoa que fazia o programa lá. Aí eu disse que já tinha um programa com o título “Só Toca Brega”, que é para provocar a Globo, que lá “Só Toca Top”, e o “Top” deles é aquela coisa que todo mundo sabe, aquela sertanejada, aquela mesma coisa, a mesmice de sempre. Então eu vou fazer o “Só Toca Brega”, provocar a Globo... É um programa que atende pedidos de todos os ouvintes, seja qual for o ritmo. Se pedir valsa, eu vou tocar. Rock ou samba, ou mesmo o brega, que as pessoas gostam bastante. O brega é um estilo romântico, gostoso, fala a verdade, tem sentimento, conteúdo, arranjo, melodia, e tem voz das pessoas que cantam. Com relação a Odair José e Chico Buarque, são dois opostos, um meio eclético, veio da Bossa Nova, é um puta artista, um puta poeta, que tem sua qualidade, eu gosto do Chico Buarque, maravilhoso, tem canções lindas. Quanto ao Odair José, é o lado oposto. O Chico Buarque fala em assassinato de uma mulher de uma forma toda cuidadosa, sem falar em coisas que chocam. Já Odair José fala que tirou o sangue, enfiou a faca, aquelas coisas do brega mesmo. Mas são dois artistas de excelente qualidade.


FB – Fale um pouco dos CDS que você já gravou, das músicas e de como é seu processo de criação e composição.


LG - Meu primeiro CD se chama “Anjo da Noite”, com doze canções autorais, ele é um mesclado, tem seis canções românticas e seis canções de rock progressivo, mas muito pouca coisa rock progressivo, bem um blues rock progressivo. Que eu tenho parceria com Victor Milech, um grande poeta, em que dá nome ao CD com a música “Anjo da Noite” e “Eternidade Passageira”, as outras canções são todas autorais, 100% minhas. “Anjo da Noite” é muito legal, é da época da Jovem Guarda que eu regravei, fiz uma masterização e outros arranjos mais modernos em 2000 e depois em 2001 coloquei no mercado, como proposta independente, nunca tive gravadora por trás dos meus trabalhos. Depois eu fiz o CD “Dedo de Deus”, apesar de falar em Deus, não é um CD com cunho religioso, é mais uma homenagem à cidade de Teresópolis, que eu agora resido, e tem a Serra dos Órgãos e tem o “Dedo de Deus” que é uma montanha, que parece com o nome que recebeu. Fiz uma música “Terê, Teresópolis” , que fala sobre a cidade, sobre as serras, o friozinho gostoso, e este CD foi em homenagem a esta cidade. Esta música sobre Teresópolis, quase virou hino da cidade, mas os políticos daqui são muito difíceis. Depois veio o CD “Você Pode Ser Feliz” com músicas autorais também, nesse CD tem uma versão da música “La bamba”, internacionalmente conhecida por todos nós, que eu fiz. Que é um “jarocho”*, que é um estilo musical criado por um mexicano, da cidade de Vera Cruz, no séc XVII e que o Ritchie Valens acabou gravando esta música com ritmo de rock e tornou esta música mundialmente conhecida, a versão brasileira da música é minha chamada “Dançar Samba”. Eu procurei manter o mesmo estilo da música, para não distorcer aquele estilo de rock. Também está incluído nesse CD “Oye como Va” que é a versão que fiz chamada “Baby, Vem Pra Cá”, do Carlos Santana. Depois fiz o CD “Samboreando” , que tem releituras de músicas conhecidas como “Casinha Branca” do Gilson , “Lá em Mauá” do Renato Terra, fiz o “Whisky a Go Go” do Roupa Nova, fiz também um novo arranjo para música “Erva Venenosa “ do Golden Boys, que a Rita Lee também gravou, tem uma música do Jackson do Pandeiro, que eu também fiz uma releitura, com arranjos bem pagode e samba progressivo, por isto o nome do CD “Samboreando”, e tem algumas canções com releitura de um amigo meu, Roberto Pinheiro, uma delas se chama “Mãe” e fiz dela uma valsa. “Tetê” também é uma música que fiz com ele, é um CD muito gostoso de ouvir. Fiz dois CDS “Tributo a Tim Maia Volume I e II”, com as músicas mais conhecidas dele como “Primavera”, “Azul da Cor do Mar”, “Gostava tanto de Você”, “Vale Tudo’... São vinte e quatro músicas com arranjos meus, diferentes dos arranjos principais e originais do Tim Maia, que gravei com a Banda de Teresópolis, fiz os arranjos todos, foi muito legal. Todas as minhas músicas, sou eu que faço os arranjos com a participação do Ed Galdino, que é um musicista que toca comigo nos shows . Ele é muito gabaritado e gosta de fazer os arranjos e faz de todas as canções. O CD seguinte é o “Bom de Brega”, já voltado para a música brega , com releituras bastante conhecidas com arranjos diferentes como “Sorria, Sorria” do Evaldo Braga, “Não Está Sendo Fácil” da Kátia, que é uma versão do Roberto Carlos, “Minhas Qualidades, Meus Defeitos” do Carlos Roberto, que foi gravada pelo Paulo Sérgio e Amado Batista, tem “Se Eu Pudesse Conversar com Deus” do Nelson Ned, com arranjos bem diferenciados. Inclusive, nessa música eu coloquei “Ave Maria”, a prece, no meio da canção. Tem músicas autorais, como nos outros, tem “Desperta Menina”, “Desejos Apaixonados”, “Sentimentos”, todas minhas. O outro álbum, que é bem recente, que não está no mercado ainda, são três álbuns! Um é o “Sol de Brasília”, com canções autorais, algumas canções de amigos meus,, inclusive, que eu gosto muito, meu amigo compositor e cantor, Joselito Bowen, que vive na Flórida, trabalhando como músico, é muito legal. Tem nesse álbum “Dom de Amor”, “Brilhar do Sol”,, são músicas muitos boas que estão nesse CD. Tem também música de uma amiga chamada Victória River, que gosta de ser chamada de “Alôha”, “Pra te Esperar”, música maravilhosa, que ela me deu autorização para gravar, assim como o Joselito. E o restante são músicas de minha autoria. Fiz o CD “Conversando com Deus”, este sim é bem religioso, sem cunho protestante, católico ou espírita. É um CD religioso, que fala de Deus, que serve para todas as religiões. Não quis fazer um CD religiosamente específico. Essas músicas são todas de um amigo chamado Braz Oliveira, da cidade de São José do Vale do Rio Preto, próxima a Teresópolis. Ele é um excelente compositor, fiz um trabalho para ele e gentilmente me cedeu os direitos das gravações dessas canções, ainda vai ser lançado, está quase pronto., praticamente pronto, só não lancei ainda. O CD que está na prateleira, esperando oportunidade de ser lançado, mas está pronto é o “Hoje Não tem Lua”, também com canções autorais. É um CD bem eclético, de MPB, um estilo bem diversificado, com algumas autorizações de amigos meus também, da “Alôha”e Joselito Bowen, que citei antes, e parcerias que fiz com Dani de Paula que é de Brasília, um compositor espetacular, além de cantor, tem uma música chamada “Cometa Biruta”, do amigo Adilson Ferreira dos Santos de São Paulo, eu fiz o arranjo da música,. Ele gostou tanto e pediu para eu gravar. E uma parceria com a música linda e maravilhosa que é “Vou Desdizer Tudo que Eu Disse Antes”, feito em parceria com Raul Castro de São Paulo.


FB – Já atuou como figurante em novelas da Globo e extinta Manchete e fez participações em programas de TV. O que esta experiência trouxe de bom para você?


LG - Esta experiência obtida em participações em novelas tanto da Globo, Manchete ou SBT, antiga TVS, em alguns programas na TV Educativa com o apresentador e ator Paulo Figueiredo, com direção de Maurício Sherman , falecido recentemente. O programa era a “Opinião Pública”. Experiência sempre é bom em qualquer sentido, sendo ela ruim ou boa. Quando é boa, a gente aproveita pra repetir em outras oportunidades que possa aparecer. Quando é ruim, a gente toma cuidado para que isto não se repita mais. Foi boa a experiência porque você ganha personalidade, segurança... Isto é muito importante, porque a apresentação em público, seja ao vivo ou gravado, através do teatro também, que eu tive oportunidade de fazer, como algumas peças. Você tem que ter uma segurança muito grande porque você acaba esquecendo o texto, esquece também a hora que você deve está utilizando a chamada do outro artista para dar o seu sinal de entrada tanto de fala, quanto de desempenho. Deve-se está sempre atento. Você não pode se distrair com o público, geralmente a gente olha para o horizonte, nunca olha para o expectador. Isto tudo é experiência que a gente ganha ao longo da carreira que a gente está desenvolvendo. Foi excelente para mim, me ajudou muito. Aliás, mas ajuda atualmente nas apresentações que faço, fiz um ótimo aproveitamento de tudo.


FB – Em sua opinião porque a cultura é colocada em segundo plano pelas pessoas que administram este país? Eu acho que ter conhecimento é tão importante quanto comer e ter saúde. Acho que a população deveria reavaliar seus conceitos e pensar dessa forma também e cobrar dos políticos. O que você acha?


LG - Nós somos um Brasil sem cultura, não é mesmo? Sem cultura de formação e educação. Por vários anos, até hoje, nós fomos achatados, para não reivindicar nossos direitos e não entender bem o que é direito nosso, e com isto, é uma questão política, não é? Nós fomos achatados para o analfabetismo, e até hoje é assim. Então, a população não tem realmente acesso a cultura, qualquer porcaria que bota hoje em dia com a internet, qualquer porcaria que fala “Nós vai”, “A gente semo”, ou qualquer mal escrito ou mal falado, vira sucesso, por causa da falta de cultura. Isto não acontece na Europa, nos EUA até acontece, mas pouco, mas acontece. Acontece na África, na China, no continente asiático acontece. Na Europa, duvido, não acontece mesmo, este pessoal não tem espaço lá. Tanto que este pessoal de sertanejo, esta porcaria não faz sucesso lá. Agora na China faz, na Malásia faz, no Vietnã faz, na África pobre faz, porque tem a África pobre e rica, na Ásia toda faz, porque são países miseráveis, como infelizmente é o nosso Brasil.


FB – Tem projetos novos em andamento? Fale sobre eles!


LG - Pergunta respondida acima, meus novos projetos são os três CDS, que ainda não foram lançados, “Sol de Brasília”, “Hoje Não Tem Lua” e “Conversando com Deus”


FB – Gostei de sua história com a canção “La bamba”, fale sobre ela e explique para esta geração que não a conhece a importância dessa música.


LG - Já falei um pouco sobre “La Bamba” em perguntas anteriores. Tem duas versões também, eu fiz uma versão em português que se chama “Dançar Samba, depois fiz uma versão de “Dançar Samba” para “Bailar Samba”, que é em espanhol. Gravei também “La bamba” original em espanhol. Estas versões estão espalhadas em meus CDS. Muitos artistas regravaram esta canção pelo mundo. Entre eles, Trini Lopez, Lionel Richie, Los Lobos.... Muitos artistas de gabarito gravaram. Tenho o prazer de ter a versão Brasileira registrada em meu país. Mas as rádios não dão valor, por eu ser um desconhecido, infelizmente.



Nessa próxima sequência teremos um jogo de perguntas e respostas mais rápidas e a analise do entrevistado em algumas questões...

FB – Data memorável?


LG - Não sou muito ligado em datas memoráveis, mas, o nascimento dos meus três filhos, ás vezes esqueço, justamente por serem três. São datas que eu sempre mando um abraço e um beijo.


FB – Uma saudade?


LG - Eu perdi mãe e pai muito cedo, meu pai eu perdi com 12 anos e minha com 21, aí não tem como não ficar com saudade. A gente acaba dando mais valor quando não tem. Dona Mercedes e Sr Armando, que era emburrado, mas com certeza, gostava da família e dos entes queridos dele.


FB - Livro?


LG - O primeiro livro que li foi “Xisto no Espaço”, nem me lembro qual é o autor. Li poucos livros. Eu sou mais música, sou mais dinâmico. Livro é estático. Não que você não seja levado à história. Sua imaginação leva a fantasia, ao movimento. Mas eu gosto mais de música, e sempre fui mais ligado à música. P.s: A autoria do livro é de Lúcia Machado de Almeida.


FB – Um exemplo a ser seguido?


LG - Um exemplo a ser seguido é um político sério, mas tá difícil.


FB – Tem algum medo?


LG - O meu medo é o medo, que acredito, seja o da maioria das pessoas, ficar doente. Internado no hospital muito tempo e ficar sofrendo. Ficar muitos meses sofrendo, fazer familiar sofrerer também, isto eu tenho medo, ficar doente. Acho melhor uma morte rápida, como teve meu pai, que morreu de um ataque fulminante. Já minha mãe sofreu bastante tempo. É complicado!


FB – Filme?


LG - Um filme que sou apaixonado, sempre gostei muito, foi “Papillon” com Steve McQueen . Foi lançado este ano outra versão desse filme, que é muito legal também. “O Expresso da Meia Noite” também é sensacional, a música desse filme é espetacular, queria ser ao autor dessa música.


FB – Frase ou palavra agradável de ouvir?


LG - Quando alguém diz que gostou do seu trabalho. “Poxa Luiz, adorei sua música!” Para mim frase agradável de ouvir é isto.
FB – Um cheiro bom?


LG - De comida bem feita, gostosa e caseira. Comida feita com amor e carinho.


FB – Deus?


LG - Apesar de minha criação inicial ser católica, ter feito primeira comunhão, por imposição da família, mãe e pai... Conheço o espiritismo, por causa do meu pai, já fiz cursos de reflexão, de projeção astral... Hoje sou messiânico da Igreja Messiânica do Brasil, que é a “Johrei Center”. Deus para mim é uma energia, não é um ser, é uma energia. Energia que todo mundo tem condições de ter acesso. As igrejas distorcem muito as coisas, Deus para mim é energia. Energia boa que nos comanda e nos faz alcançar todos os nossos objetivos.


FB – Uma mensagem ao Recanto das Letras...


LG - Recanto das Letras, meus trabalhos todos são registrados lá, postados lá, melhor dizendo. É uma oportunidade de conhecer bastante gente, escutam minhas músicas, mandam comentários. Respondo todos os comentários, quando posso, é um site bem legal. Foi através do Recanto das Letras, que eu acabei conhecendo nosso amigo Flávio Martinez, da Rádio FMG, que infelizmente ele tirou a rádio do ar por questões de saúde. Eu até tentei incorporar esta rádio aqui no meu dia a dia, mas eu sei que movimentar uma rádio é muito complicado. Você tem que está o tempo todo se dedicando, não iria dar certo. E dá Rádio Destak FM 97.7 de Igaratá, da minha amiga Fátima Silva, que gentilmente me convidou. Ela escutou o programa na Rádio FMG, e me perguntou se eu queria fazer o programa lá, já estou completando um ano com o programa, que é um sucesso tremando. Vem batendo 60 pontos, na semana passada deu 56 pontos, é quase 15 mil pessoas assistindo o programa no horário das 15:00 hs ás 16:45 hs. Audiência maravilhosa, pessoal manda muita mensagem, eu estou gostando muito de fazer o trabalho por lá. Trabalho feito por amor e sem retorno financeiro.

Clicando no link abaixo você terá acesso ao currículo artísitco de Luiz Gareau...
 
 





P.s: Minha gratidão ao amigo Luiz Gareau por ter aceito esta entrevista. Um abraço e felicidades...





 
Fábio Brandão
Enviado por Fábio Brandão em 11/12/2019
Reeditado em 14/12/2019
Código do texto: T6816275
Classificação de conteúdo: seguro

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