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APARICOES: O QUE SIGNIFICAM LOURDES E FÁTIMA?

APARICOES: O QUE SIGNIFICAM LOURDES E FÁTIMA?

Lourdes, França, e Fátima, Portugal, são cidades pequenas, mas tão conhecidas no  mundo inteiro. Pedaços de chão abençoados, onde o céu tocou a terra. Onde Maria se manifestou. Na França a quase 150 anos (1858) e em Portugal em 1917. Em ambas aparições, os interlocutores foram crianças.
Lourdes, um dos mais importantes santuários marianos do mundo, presença assidua da imprensa mundial. Pela história que encerra, pelos prodígios que lá acontecem. Pelas multidões que lá acorrem mensalmente. Fala-se de mais de 6.000 curas extraordinárias e comprovadas, mas a Igreja reconhece apenas 65.
As aparições de Lourdes a Bernadette Soubirous, confirmava o Dogma da Imaculada Conceiçào, proclamado por Pio XI, quatro anos antes. Sua mensagem se resumiu fundamentalmente na exortação à oração e à penitência pelos pecadores. Ninguém acreditava na menina, até que no dia25-02-1858, perante um grupo de curiosos que tinham acorridos ao local, a visão celeste mandou que Bernadette escavasse um buraco com as mãos a terra no lugar por ela apontado. Brotou então uma fonte que corre até os dias de hoje, com 122.000 litros diários. Apesar deste sinal as dúvidas continuaram.
As curas são numerosas e resistem à prova do tempo e desafiam qualquer explicação da medicina.   A Igreja não acena com milagres, mas examina caso por caso com extremo rigor. Constatada a cura milagrosa, a pessoa agraciada é submetida a repetidos exames durante quatro anos, para verificar a inexistência do mal precedente, com a persistência da cura acontecida.
Um dos milagre mais palpáveis, que desafia toda a ciência, é o corpo da humilde vidente de Lourdes, que a morte não conseguiu vencer. Desde o seu falecimento, em 1879, até os dias de hoje, permanece incorrupto. Bernadette foi beatificada em 1965 e canonizada a 08-12-1933 – Solenidade da Imaculada Conceição.
Em Fátima, a Virgem Maria apareceu a três pastotinhos, falou de paz, anunciando o fim da 1a Guerra Mundial, que então ensanguentava a Europa (1914-1918). Foi em Fátima que Nossa Senhora alertou o mundo sobre o pesadelo futuro da 2a Guerra Mundial e sobre os perigos do comunismo ateu, que ensaiava os seus primeiros passos na Rússia.
O lugar onde a Virgem apareceu é a Cova da Iria, hoje um local com capacidade para 500.000 pessoas, mas que em 1982 acolheu um milhão de pessoas, na ocasião que João Paulo II foi à Fátima para agradecer a especial proteção da Mãe de Deus no criminoso atentado de que fora vítima, no ano anterior, 13 de maio de 1881.
Fátima tem hoje um pouco mais de 10.000 habitantes. Aproximadamente 50 ordens religiosas ali se estabeleceram, atraídas pelo ambiente sobrenatural do lugar, marcado pela presença palpável da Mãe de Deus.
As aparições em Fátima de dá num contexto de busca incessante de paz: 1a Guerra Mundial, revolução lenista na Rússia. O Papa Bento XV, a pouco, 05 de maio de 1917, suplicou ao mundo que recorresse à proteção de Maria Santíssima, acrescentando à Ladainha uma nova invocação: Rainha da Paz, rogai por nós!
Oito dias depois, 13 de maio de 1917, veio a resposta da Mãe de Deus, aparecendo  a três humildes  pastorinhos de 7, 9 e 10 anos respectivamente: Jacinta, Francisco e Lúcia. Local: a Cova da Iria, lugar completamente desconhecido não só do mundo, mas da maioria dos habitantes de Fátima. Detalhe eloquente: Iria deriva do grego “Eirene”, que significa PAZ. Em cinco das seis aparições sucessivas, nossa Senhora aludiu à Guerra, lembrando os meios para alcançar a paz.
Na 3a aparição, 13 de julho, a Mãe de Deus revelou  um segredo e, a pedido insistente de Lúcia, prometeu para o dia 13 de outubro um grande milagre para confirmar a todo o mundo a veracidade das aparições.
Como se sabe, o famoso segredo consta de trê partes, as duas primeiras foram reveladas, a útima, o Papa tem acenado, mas não revelado explicitamente.
1o) a terrível visão do inferno;
2o) o término da 1a Guerra Mundial e o início de uma guerra muito pior, se o mundo não se emendasse. A conversão da Rússia
3o)
O anúncio  de que um milagre extraórdinário iria acontecer, dia 13 de outubro, mais de 70.000 pessoas foram à Cova da Iria, num dia de chuva persistente, na precariedade de meios de transporte da época, 1917.
Ao meio dia, dia, local e hora marcados, a um gesto de Lúcia, todos os presentes olham para o sol. A chuva cessa repentinamente. Rasgam-se as nuvens e o sol aparece em seu zênite, semelhante a um disco de fogo, projetanto feixes de luz em todas as direções, colorindo prodigiosamente as nuvens do céu, a natureza e toda a multidão de espectadores.
Instantes depois a irradiação solar estaca por alguns segundos para em seguida começar sua incrível dança de luz que a todos deslumbra, embevece, emociona.torna a parar novamente, recomeçando pela terceira vez. Agora mais variado ainda, mais intenso, mais colorido. A multidão contempla, extasiada, todo o fenômeno.
Em certo momento todos têm a sensação de que o sol sedesprende do firmamento, ameaçando precipitar-se sobre eles. Um grito de espanto irrompe, se amplia. Medo, terror e deslumbramento tomam conta da multidão. Gritam que é milagre, começam a rezar a Ave-Maria. Toda a multidão se coloca de joelhos, clama por misericórdia e fazendo em voz alta o ato de contrição.
O espetáculo durou cerca de10 minutos, presenciado ao vivo por crentes e descrentes, simples camponeses, cidadãos de cultura, cientistas, repórteres, religiosos, gente de toas as classes e das mais variadas idades.

QUESTÕES:
1a) – Tanto em Fátima, Lourdes, Guadalupe, aparições reconhecidas pela Igreja, a Virgem traz uma mensagem e aparece por determinadas vezes. O que dizer das “novas aparições” que acontecem milhares e milhares de vezes e não comporta nenhum milagre extraordinário?
2a) – As aparições não acrescentam nada à Revelação e à fé, qual a sua importãncia para nossa vida?
3a) – Qual a necessidade de acorrer a lugares tidos como milagrosos, já que a fé autêntica não pede curas, nem milagres e nem exige provas?
4a) – Diante de fenômenos como esses das aparições, como devem se proceder os religiosos e os fiéis? Que atitudes diante dos crentes e não-crentes?
5a) – Olhando as aparições, as aprovadas e as não-aprovadas, que disposição existe em minha vida para emitir um juízo e me colocar diante da situção? Estou fechado, sensível, deixo-me levar pela opinião da maioria, acredito imediatamente, sou indiferente? Qual a minha posição?
 
Pejotaribeiro
Enviado por Pejotaribeiro em 10/11/2019
Código do texto: T6791480
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Sobre o autor
Pejotaribeiro
Feira de Santana - Bahia - Brasil, 48 anos
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