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Intimidades 883


O anjo cheira a enxofre, dizem. A seguir, já sem asas, a figura ganha pelos e cornos, desnuda-se, circula pelas chamas como se gostasse do calor e geme vícios, flutuando sobre palavras de peste e podridão. Vem, disse a donzela antes de ficar peluda e desaparecer no vermelho incandescente do inferno. Com o sol a cegar os olhos já não há anjo nem demónios, apenas, rubra, a tarde quase noite.

Edgardo Xavier
Enviado por Edgardo Xavier em 16/05/2018
Código do texto: T6338306
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Edgardo Xavier
Portugal, 71 anos
1971 textos (32502 leituras)
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Edgardo Xavier