Desvende o Enigma...


A toalha foi tirada, na hora mais esperada, mas a cegueira não deixou ver, o expor da nudez prisioneira.

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Feche a porta sem maçaneta, porque o silêncio tem respeito ao recinto.

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A cor brotou sem raiz, mas vingou na escuridão a esperança.

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O sangue lavou o chão empoeirado de espécies raras do deserto.

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A passagem veio num tempo de agonia, marcando a viagem de dor e
escape, sem ver, sem volta.


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Num instante todo barulho virou embrulho, só restou entulho, no meio de todo aquele pedregulho.

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Sentou lentamente no ar submerso do mar vazio, cheio do cheiro do que um dia foi rio.

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Glaucia Amaral
Enviado por Glaucia Amaral em 11/03/2021
Reeditado em 11/03/2021
Código do texto: T7204614
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