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Se a licença poética de alguma cega concessão está a advir, há de vir uma linguagem pura que através dos gramáticos — ainda que alguns sejam míopes — não dê liberdade linguística aos iletrados que da prosa dispõem ao seu trabalho. Por almejar residir na Utopia, lá contaria com esse nobilíssimo dialeto, se e somente se, daquele encantado país, mais a miúde os filólogos aos filósofos se reportarem... Se isso se desse, aqueles com uma clareza meridiana, pelo efeito do trabalho destes, hão de entender que se vida e linguagem são entes abstratos, concretas e precisas são as suas definições.  Dito isso, se aceito o recomendado fosse, aqueles estudiosos — os linguistas — às pressas, extirpariam do nosso vernáculo uma grotesca metáfora, qual seja a Língua de um povo é um ente vivo. Depois de considerar essa arraigada convicção que se aproxima das lindas de um axioma, convenhamos, de tudo não estão equivocados os estudiosos da nossa linguagem vernácula, pois de tanto vê-la degenerada e corrompida, hão de considerá-la um ente vivo, quiçá até uma nova espécie que está a cultivar os velhos vícios do nosso gênero...

 


















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Eugene Garrett
Enviado por Eugene Garrett em 30/01/2021
Reeditado em 01/02/2021
Código do texto: T7172447
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Eugene Garrett
Manhumirim - Minas Gerais - Brasil
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