A FINITUDE DA VIDA (Homenagem à Domingos Montagner)
Guida Linhares 

Cada vez que me deparo com circunstâncias que envolvem a morte, penso na finitude da vida. Todos sabemos que um dia vamos abandonar o corpo físico e dependendo da religiosidade de cada um, o após morte pode ser interpretado de várias maneiras. 
Dentro dos mistérios que cercam a existência, paramos para refletir e tentar entender como uma criatura dotada de excelentes qualidades e boas condições físicas, acaba sendo vencida pelos fenômenos da natureza e levada à morte.
Várias hipóteses podem ser levantadas, porém em decorrência deste instante trágico, passamos a conhecer uma pessoa boa e iluminada, talentosa e amiga, que não poupava carinhos e abraços, enriquecida de simplicidade, amizade e bem querer compartilhados.
Domingos Montagner resgata o lado incrível e lúdico, trazendo para todos nós uma mensagem de esperança de que o mundo precisa de muita gente que se leva a sério e leva a sério tudo ao seu redor, que age com consciência, que trabalha de verdade e deixa por onde passa uma semente de paz e de alegria. 
Feliz daquele que em sua passagem terrena consegue marcar a ferro e fogo uma doce e intensa saudade, mostrando que a vida é apenas um sopro vital no universo cósmico, porém tão forte que pode incendiar mentes e corações com a pura energia do amor universal. 

Santos/SP/Brasil 
17/09/16

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