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Francisco Victor Chagas — Capítulo, II

Por Nemilson Vieira de Morais (*)

EM CAROLINA (MA)
As suas atividades nos garimpos se tornaram para ele, um sacerdócio, uma missão de vida. Como era movido a sonhos, esperança e fé aguardava o momento dum dia melhorar de vida nesse labor.
O seu, Chagas vivera dias difíceis, mas também de regozijo ao lado da esposa querida, em Carolina, cidade limítrofe ao Estado de Goiás, hoje (TO).
Ao residir na divisa desses dois estados ricos em recursos minerais e, com a experiência anterior na área afim, foram motivos de sobra a continuar o seu trabalho de garimpagem.
Como bom brasileiro, não era de desistir nunca, do que se propunha a fazer…
Vivia a se embrenhar, nos rios, na Chapada das Mesas e cercanias do lugar, a procura das pedras preciosas, do metal precioso, da subsistência da família.
Com os anos a riqueza em forma de bênçãos dava as caras ao casal; tomava conta da casa com os filhos que chegavam um, a um; primeiro veio o Clóvis, o Nonato, a Maria… Enchiam de vida e alegria aquele doce lar.

A MIGRAÇÃO AO CENTRO OESTE
Para cumprirmos os nossos desígnios até mesmo dum paraíso precisamos sair; como tudo não era flores no Paraíso das Águas (Carolina)…
Mesmo com pesar, do deixar para trás, algumas conquistas, a parentela da esposa, os amigos que conquistou, partiu com tudo que pôde levar, para o nordeste de Goiás e achou por bem, não ir além de Campos Belos. Onde fixou a sua residência por lá, criou a família e viveu até os últimos dias da sua existência.

EM CAMPOS BELOS
Campos Belos, duma região de planícies, cortada por rios, cercada por montanhas, com a fama de ter havido exploração no passado de ouro e cristais...
O experimentado, Chagas naqueles trabalhos de minerar, viu, naquilo um prato cheio; se sentiu numa praia, muito à vontade para a labuta.
As técnicas de, extração mineral usadas na época eram as mais rudimentares possíveis.
No seu trabalho usava bastante, a bateia, a picareta, alavanca, balança, triturador, peneira...
Exploravam leitos de rios, e ambientes rochosos; nada passava despercebido dos olhares cirúrgico do mestre garimpeiro Chagas, atento aos vestígios das riquezas minerais, que, desconfiava estar, por todos os lugares.

MÃOS À OBRA
O seu Chagas se jogou na lida garimpeira com a força e coragem que tinha, pelos campos, valados e serranias do lugar, na busca do seu horizonte; às vezes só, outrora com alguns companheiros.
A prospecção, a extração, o transporte, o armazenamento, a busca por parceiros comerciais para a venda dos produtos minerais, a via sacra para encontrar melhores preços, a comercialização, tudo eram feitas por ele (o seu hagas).

UM BAMBURRO
Ganhou o Morro da Cruz e como bom católico devia rezar pelo caminho. Seguiu no lombo da serra até próximo ao balneário do Rio Bezerra, onde descobriu o mapa da mina! Uma lavra de cristais bonitos (naquele tempo essa pedra era mais valorizada).
Com muita determinação, trabalho, suor melhorou de vida, equilibrou as finanças, se fez querido de todos no lugar e fora dele; não faltaram mais 'amigos', o seu nome correu a terra e se tornou conhecido até no estrangeiro.

*Nemilson Vieira
Acadêmico Literário.
(13:01:21)

Nemilson Vieira de Morais
Enviado por Nemilson Vieira de Morais em 13/01/2021
Reeditado em 13/01/2021
Código do texto: T7159116
Classificação de conteúdo: seguro


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Sobre o autor
Nemilson Vieira de Morais
Ribeirão das Neves - Minas Gerais - Brasil, 62 anos
147 textos (1308 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 27/01/21 11:21)
Nemilson Vieira de Morais